*Obrigada Ana Margarida Craveiro!
31.10.13
Crónicas de uma mal empregada #21
I know a spell, that would make you help, Write about love, it could be
in any tense, But it must make sense. I know a trick, Forget that you are sick,
Write about love, it could be in any form, Hand it to me in the morning. I
hate my job, I'm working way too much, Every day I'm stuck in an office. At one
o'clock, I take my lunch up on the roof. The city's right below, I'll WRITe ABOUT a man He's intellectual and he's hot but he understands The seconds move
on (If you watch the clock) And the sky grows dark (If you're looking up) And
the girls move from thrill to thrill On the tightrope walk (On the tightrope
walk) I hate my job, I'm working way too much (Every day I'm stuck in an
office) At one o'clock, I take my lunch up on the roof The city's right below,
I'll WRITe ABOUT a man He's intellectual and he's hot but he understands I know
the way (So you know the way) Get on your skinny knees and pray (Maybe not
today) You've got to see the dream through the windows And the trees of your living
room (Of your living room) You've got to see the dream through the windows And
the trees of your living room...
Write about love, Belle And Sebastian
28.10.13
e os dias teimam em passar...
Se recebesse 11€ por cada
pessoa que já disse que não se vai esquecer do meu nome por causa do papa…
íamos todos jantar fora! Uma senhora no pingo doce perguntou se aos meus dois artigos podia juntar um pacote de lenços de papel dela que me daria o dinheiro depois. Fiquei muito confusa... Não percebi a lógica... mas pensei, mesmo que a velha fuja com os lenços, não fico tão mais pobre. Continuou dizendo, é um euro e cinco cêntimos. Eu paguei tudo, ela deu-me um euro e cinco cêntimos! E ainda ficou muito ofendida a olhar para mim dizendo, confirme lá se não é um euro e cinco cêntimos, vá! Eu sorri, disse-lhe que não era necessário. Ela foi-se embora e eu confirmei. Era um euro e cinco cêntimos. Dou meio chapéu da Regina a quem me encontrar hoje no diário as beiras! Ando-me a expor muito... E chegar a casa com a sensação de que são dez da noite não está com nada!
27.10.13
stepped in to my city
Lou Reed, dois de Março de mil novecentos e quarenta e dois, Brooklyn, New York
Lou Reed, cinco de Julho de dois mil e três, Jardim da Sereia, Coimbra
Lou Reed, vinte e sete de Outubro de dois mil e treze, Long Island, New York
dos dias que continuam a passar...
Tenho uma coisa muito sui generis em comum com o Mário Augusto! Fiquei enamorada pelo Emilio Pérez de Rozas porque acho que nunca vi ninguém falar com tanta paixão e entusiasmo sobre fotografias. Também me vieram as lágrimas aos olhos, mas a sala estava às escuras e ninguém deu por ela. Dou um chapéu de chocolate da Regina a quem me descobrir numa foto do diário as beiras de sábado. Perguntam-me se eu acho que vai resultar em alguma coisa uma manifestação! Não sei... Sei que não consigo ficar de consciência tranquila, em casa, sabendo que sete, cinquenta e três, ou duas mil quatrocentas e onze pessoas saíram para lutar pelos meus direitos. É uma questão de consciência. Respeito as outras posições. Pouco me importa se respeitam a minha. E da próxima vez que me convidarem para uma gala de solidariedade para a Liga portuguesa contra o cancro, eu faço uma doação do valor do bilhete e fico em casa a trabalhar. E já agora, advogadas... não cantem! Valha-nos o empadão! E as panquecas pela manhã. E como hoje é dia 27 de Outubro de 2013, escrevo isto uma hora antes de escrever isto. Ò tempo, volta p'ra trás. Não é isso que estamos sempre a pedir?! De vez em quando lá acontece fazerem-nos a vontade. E agora, mãos aos lápis que as ilustrações não se fazem sozinhas!
25.10.13
la vergüenza del presente
Hoje fartei-me de chorar em frente ao Enrique Bayo. E juro que ele não me estava a dar seca. Pelo contrário. Foi bastante interessante ouvi-lo falar. Apenas estranho a partir do momento em que o olhar dele se fixou no meu.
24.10.13
dos dias que passam
Esta noite sonhei que tinha ido a um festival ver os pulp! Hoje andei de autocarro e ia uma menina vestida de panda [da cintura para cima]. Juro.
23.10.13
Salpicão
"Estas novas medidas apontadas por estes dois
gestores para a empresa Portugal, do qual todos somos accionistas, apontam no
sentido progressivo de uma resolução do problema laboral. No futuro, as
pessoas terão de pagar para trabalhar. É esse o cenário extremamente
proveitoso para o Estado. Se um funcionário público, em vez de receber, tiver
de pagar um salário ao governo, de facto é muito melhor e toda a gente fica
satisfeita."
"Se me
fosse dada a possibilidade de orientar todo este negócio, poria os portugueses
como accionistas. A votarem se querem realmente esta equipa de gestão. Porque
esta equipa que está nos destinos da nossa empresa não tem dado os resultados
que nós precisamos. É necessário demitir esta equipa e todas as outras que
vivem no mesmo tipo de paradigmas económicos e governativos. Acho que o que
os governantes precisam é de um salpicão pelo intestino grosso".
Estes são excertos de uma entrevista da Blitz ao Manuel João Vieira.
A entrevista tem uns bons meses. Mas está actual há vários anos.
21.10.13
18.10.13
Auto-tráfico
Hoje é o Dia Europeu Contra o Tráfico Humano. Aqui deixo o meu modesto contributo, num texto de 1994 chamado «Consumo Próprio»:
Um cidadão portador do passaporte errado foi ontem detido pelos serviços de fronteira do aeroporto de Bruxelas quando tentava entrar legalmente no país.
As forças de segurança tinham razões para acreditar que o indivíduo em questão estaria envolvido numa rede de tráfico de órgãos.
Após rápida revista, as autoridades confirmaram as suas suspeitas: escondidos dentro do corpo, o cidadão estrangeiro trazia dois rins, dois pulmões, um coração, um fígado e um esófago.
Segundo os funcionários da alfândega, o indivíduo contaria vender esses órgãos a uma clínica privada na Alemanha ou na Suíça.
De nada serviram os protestos do detido, de que os órgãos que traficava se destinavam apenas para consumo próprio.
Um cidadão portador do passaporte errado foi ontem detido pelos serviços de fronteira do aeroporto de Bruxelas quando tentava entrar legalmente no país.
As forças de segurança tinham razões para acreditar que o indivíduo em questão estaria envolvido numa rede de tráfico de órgãos.
Após rápida revista, as autoridades confirmaram as suas suspeitas: escondidos dentro do corpo, o cidadão estrangeiro trazia dois rins, dois pulmões, um coração, um fígado e um esófago.
Segundo os funcionários da alfândega, o indivíduo contaria vender esses órgãos a uma clínica privada na Alemanha ou na Suíça.
De nada serviram os protestos do detido, de que os órgãos que traficava se destinavam apenas para consumo próprio.
Rui Zink, 18 de Outubro de 2013




























