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8.2.13

Crónicas de uma mal empregada #7

O meu chefe 2 proibiu-me de reciclar no meu local de trabalho.


Eu, visto que a entidade patronal não o faz, por iniciativa própria, consciência e civismo comecei a separar o lixo. Não é normal haver vidro, há algum plástico e IMENSO papel. Tinha apenas dois caixotes, um para papel, outro para plástico. Eu e a minha amiga IR éramos responsáveis por levar o conteúdo ao ecoponto [que fica a uns 100m do edifício onde trabalhamos…], quando os mesmos estivessem cheios. Os restantes colegas acabavam por também fazer a separação e ali reciclava-se tudo. 

Quando o chefe 2 percebeu que EU fazia reciclagem, mandou dizer que a partir daquele dia estava proibida de o fazer. O resultado é triste… O civismo e a consciência ainda não me podem controlar! Eu não consigo colocar no lixo comum um papel ou um plástico! A partir desse dia eu e a IR guardamos na carteira todo o lixo passível de ser reciclado e no final do dia de trabalho vamos até ao ecoponto depositá-lo. Os outros deixaram de reciclar…

29.1.13

Crónica de uma mal empregada #6

Desde que o meu chefe 1 passou a ser chefe, deixou de se vestir sempre todo de preto e de usar correntes.

28.1.13

Crónicas de uma mal empregada #5

O meu chefe 1 acha que "Os velhos só levam o país à falência."

25.1.13

Crónicas de uma mal empregada #4

O meu chefe 1 tem uma conjugue! Uma espécie de esposa no imperativo!


 

24.1.13

Crónicas de uma mal empregada #3

O meu chefe 1 esta noite sonhou que estava no colombo e dava duas chapadas no Proença. Ele nem conseguiu dormir! Ele nem conseguiu dormir…
Deve ter sonhado acordado…

23.1.13

Crónicas de uma mal empregada #2

O meu chefe 2 não me deu despensa para 2 exames. Nem sequer uma prateleira… 


19.1.13

Crónicas de uma mal empregada #1

O  meu chefe 1 cortou o cabelo [está pelas orelhas, já não está pelos ombros] e pintou-o novamente de preto [já não se vêem aqueles 10cm de cabelo branco a brotarem do cocuruto e a desmaiarem no preto anterior].

Quando a vida te dá cebolas cortadas ao meio, em vez de chorares, faz uma salada e partilha-a com os teus amigos.

roterdão, dezembro 2012
Infelzimente não consigo ganhar a vida só a fazer aquilo que gosto. Por esse motivo tenho de ter um emprego fora da(s) minha(s) área(a). Durante muitos anos esse emprego, apesar de não ser o ideal, era extraordinário! O grupo de pessoas com que trabalhava e a mulher que nos chefiava faziam com que os dias fossem mais leves. Fiz amigas para a vida. Dei alguma coisa e recebi imenso. 90% dos dias, eram sete horas muito bem passadas. Seria impossível contar as gargalhadas que partilhámos. Conciliava-se o trabalho com a convivência. A camaradagem era excepcional e fazia com que tudo corresse muito bem. Aprendi muito. Especialmente sobre as pessoas. Acho que ajudou a tornar-me alguém melhor.
Infelizmente, em 2012 [esse ano de merda que já enterrei], com a reforma da mulher com m maiúsculo que era a minha chefe, houve mudanças drásticas. Para pior. Para muito pior. Para níveis absurdos. Passou de paraíso a inferno. No início foi muito difícil suportar a mudança, o desassossego e mesmo as ilegalidades. Foi uma revolta única. Com o tempo [quase um ano...] comecei a aceitar e a aprender a lidar com tudo isto. A vida não está fácil para arranjar empregos e enquanto não acabar mais um curso, que espero que me abra novas portas, terei de suportar isto. Eu já sabia que 2013 ia ser um bom ano, mas também sei que tenho de ajudar! Por esse motivo, achei que se partilhasse o meu inferno, o mesmo se tornaria mais fresco, eu o encararia melhor e daria a terceiros a oportunidade de rirem com a surrealidade em que estou submersa naquele sítio.
Nasce hoje aqui uma nova rubrica.
Crónicas de uma mal empregada. Sejam bem-vindos!