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17.10.12

aniversário

10 anos desde o meu [terceiro e] último acidente de mota!

24.2.12

justitia


Hum?! Como?! ... Ah!... Desculpem! Afinal ainda não foi hoje... É que o Hélder está preso [nunca imaginei que pudesse acontecer com ele] e só avisou esta manhã que tinha sido notificado para estar no tribunal e, naturalmente, É muito em cima da hora para o trazer agora para cá!. E assim, foi com enorme proveito que estive uma hora e meia em frente à sala de audiências sentada numa pedra bem fria a ver passar mulheres escoltadas pela polícia a fazerem manguitos [soa melhor que pirete, não soa?!] às testemunhas! Voltamos lá em Maio, que já está mais quentinho! Isto, claro, se o Hélder não se esquecer!

12.5.11

um conto infantil pelo DIAP de Coimbra


O arguido Helder […], no ano de 2010, não possuía qualquer actividade profissional; para angariar meios económicos para fazer face às despesas do seu dia-a-dia bem como às despesas com aquisição de estupefacientes, que consumia, dedicava-se, de forma reiterada e sucessiva, à prática de crimes de furto. Era useiro e vezeiro na abertura de viaturas e na subtracção de material nelas colocado, que posteriormente vendia ou trocava, disso fazendo modo de vida.
[…]
Em 7 de Setembro de 2010, entre as 16 e as 18 horas, o arguido decidiu abrir a viatura […] a fim de fazer seu o material de valor que ali encontrasse.
Em execução de tal propósito, aproximou-se da aludida viatura e, por forma não apurada, partiu o vidro da porta do lado direito.
De seguida, abriu a porta e do interior da viatura [X] retirou […]
Guardou consigo o material referido e, caminhando, afastou-se da viatura.
Nessa mesma tarde [Y][…]
Pelas 18h […]. Usando um alicate multifunções, destrancou as portas da viatura [Z]
Guardou consigo o material referido.
[…]
Helder […] agiu sempre de forma livre, voluntária e consciente.
Quis fazer seu o material diverso e auto-rádios que se encontravam no interior das viaturas X, Y, Z […] pertencentes a A, B e C, respectivamente, conhecedor de que não lhe pertenciam e que actuava contra vontade dos donos.
Bem sabia o arguido que aquelas condutas lhe estavam vedadas por lei e eram criminalmente punidas.
[…]

15.9.10

ele sabia! ele estava lá!

esta manhã voltei - pela primeira vez e por força das circunstâncias - a estacionar o carro no local do crime. quando saí do carro cruzei-me de imediato com o hélder!!! [segundo os polícias, eles dormem por ali, numa fábrica abandonada, junto ao estacionamento]. abeirei-me dele e pedi-lhe de forma algo cáustica que deixassem o meu carro em paz, pois já o tinham assaltado a semana passada! «Eu sei! Eu estava cá!» respondeu-me ele a sorrir, acompanhando a deixa com um gesto de get out of here! como quem vai para enxotar uma mosca com pouca convicção [não é a mosca que tem pouca convicção, é o impulso de a enxotar!]. e ele nem sequer estava a gozar com a minha cara, ou falou com o intuito de me provocar. ele simplesmente acha que isto é uma brincadeira! quase que denotei ingenuidade na sua expressão. «Eu sei! Eu estava cá!»... qualquer dia passa por mim na rua e cumprimenta-me como se fossemos velhos conhecidos. «Eu sei! Eu estava cá!» não é inacreditável?!

7.9.10

carglass

o hélder da rocha nova e o pedro de poiares assaltaram-me o carro... aliás, o hélder da rocha nova diz que foi o pedro de poiares que o assaltou sozinho - e a polícia até acredita nele! o que é certo é que foi o hélder da rocha nova que foi apanhado com a minha mochila - ainda que lá dentro estivesse o auto-rádio do peugeot que ele estava a aviar quando a polícia chegou! o pedro de poiares fugiu. o hélder da rocha nova foi para a esquadra chibar o pedro de poiares.
partiram o vidro - e é inacreditável a quantidade de estilhaços que surgem de um simples vidro de porta de carro - para roubar um auto-rádio que só gosta de estar sintonizado na antena 1! [eu bem tentava ouvir outras rádios, mas o auto da mesma, passados poucos minutos, alterava sozinho a sintonia e lá estávamos nós outra vez na antena 1.] ouvir cds era só quase por milagre. e eu, que até tenho a política de não andar com discos compactos originais no carro, lá fiquei sem o gold against the soul...
rai's parta o hélder da rocha nova e o pedro de poiares!

13.6.10

a santa missa


Ainda nem era gente em consciência e já ia todos os domingos à missa levada pelos meus pais. Nunca tive muito voto na matéria. Era aborrecido, mas não havia muito como contrariar. Deixavam-me brincar com escudos nas reentrâncias dos bancos da igreja. Imitava as pessoas que iam rezar nas capelas laterais, pedia sempre uma moeda para também poder colocar no cesto que percorria a igreja. E fazia a procissão até ao altar na altura da comunhão, com a diferença que voltava para trás sem nada na boca… Era muito tempo para uma criança tão activa como eu, mas não me recordo de fazer grande barulho ou incomodar alguém, excepto quando alguma moeda caía ao chão frio da igreja e deixava escapar um ruído difícil de disfarçar. Num outro estádio mais avançado já podia vir até à rua; Mantinha-me pelas escadarias das igrejas da cidade, rolava para um lado e para o outro, sem moedas. Via as pombas e as pessoas e ocasionalmente entrava dentro da igreja para poder ser controlada. Até à altura ninguém me explicara grande coisa. Sabia que aquelas eram sempre as casas do jesus, que não podia fazer barulho, que não podia comer do que as pessoas comiam quando iam ao altar e sabia que a partir do momento em que se trocavam beijos e passou-bens já não faltava muito para irmos para casa.

9.9.09

coisas do arco da velha


claro que não podia ser o zé do talho ou o carlos dos seguros!

15.4.09

are you messing with me?

A meio do meu secundário entrou na turma um rapaz vindo d'outra escola. Não demorou muito até se perceber o quão execrável era. Alguns toleraram isso bem. Outros, mal. Eu, simplesmente, não tolerei. O seu nome, que naturalmente não revelarei, tem como, um dos muitos sinónimos – nem sendo este o mais grave – cruel. E ele fazia jus ao nome. E eu fazia justiça aos sentimentos que se devem nutrir em praça pública por pessoas com tais sobrenomes. Não foi difícil que ele percebesse os limites comigo e, ao contrário do que fez a outras meninas da 11-2, nunca me pôs a mão na perna, no rabo ou em qualquer parte do corpo. Essas, depois iam-se queixar ao director de turma, o professor Pepe de técnicas laboratoriais de física, e eu irava-me do auge dos meus overdósicos 16 anos e dizia que era bem-feita para não lhe darem confiança. A Ana Filipa, não lhe dando igualmente confiança, conseguia ser mais cordial e correcta do que eu alguma vez alcançaria naquela altura. Até ao dia em que duas cadeiras ao meu lado o rapaz lhe meteu a mão na perna e a subiu do joelho até bem próximo da virilha. A Ana Filipa exaltou-se chocada num grito, saltou da cadeira como um gafanhoto e eu berrei aquilo que ela não conseguiu. Chamei-lhe todos os nomes e usei de todas as expressões inteligentemente ofensivas que seria possível numa sala de aula em frente duma professora [porque eu bem-educadinha sempre fui]. Tudo aquilo gerou uma reunião extraordinária com o director de turma. Montou-se ali um autêntico tribunal romano. Tornou-se público e declarado que ele teria qualquer problema sexual e que teria de refrear os seus impulsos; As outras tolinhas e Carlinhas que já lhe tinham sentido a mão no corpo limitaram-se a concordar com acenos oportunos e eu, que nunca o tinha deixado tocar-me, descontrolava-me perante tanta benevolência! Fui o mais eficaz advogado de acusação que me foi permitido e no final da sentença também sobrou para mim que teria igualmente de controlar os meus ímpetos e não rebentar por cada pequena atitude da besta. Aquele pequeno ignorante aproveitou-se disto para me começar a provocar verbalmente. E eu até fui muito tolerante para a velocidade com que, à altura, o sangue que me corria nas veias. Até que, numa aula de educação física em que a turma estava dividida entre o atletismo e a patinagem, ele passou com toda a estratégia por mim num momento em que estava isolada e me sussurrou um comia-te toda. Minha nossa senhora de Fátima que apareceste a 13 de Maio aos pastorinhos, nem tu aguentavas esta. Não me lembro do que berrei, nem de como cheguei ao carrinho dos patins – que estava do lado oposto, mas no momento seguinte eu atirava-lhe um patim – daqueles de quatro rodas e armação em ferro – ao focinho. O cabrão desviou-se a tempo. O objecto seguinte e minha próxima tentativa foi a chave de fendas com que apertávamos os patins. Infrutífera, novamente. Após o lançamento da ferramenta já me agarravam pelos braços tentando acalmar-me e deter-me [como se eu fosse um alcoólico que às 3 da manhã num bar tenta agredir um gajo que passou os olhos por namorada alheia]. Este incidente foi bem compreendido por todos, excepto pelo professor Barata cujo espanto ainda lhe deve permanecer - Ò Francisca, tu não és assim!!! O energúmeno acabou por ceder à verdade perante interrogatório dos rapazes que, mais do que vingar-me, o desprezaram com naturalidade a partir de então. A aversão por este rapaz era geral em toda a escola, mas a partir daí sem dúvida que se refrearam os ânimos. com a calmia que ele adoptou a partir de então. Os pais ofereceram-lhe um cão e à noite, em pleno inverno, ele corria ridiculamente na via rápida com o pobre rottweiler atrás. Muitos julgaram que ele se preparava para uma vingança, mas até hoje só fui mordida por pastores alemães.

17.2.09

confissões de uma adrian mole que não bebe cappuccino

a minha capacidade de concentração hoje está pela hora da morte. o drama é que devia estar debruçada sobre conceitos teóricos de design. a realidade é que me apetece postar aqui sobre a crise [qual crise?!] ou a pilha de centenas de Y's e Ípsilons que repousa há mais de um mês no meu corredor aguardando agoniada que a leve a reciclar. apetece-me escrever um mail ao sílvio dizendo-lhe que esta semana não posso, mas que não me esqueço. apetece-me enviar ao sérgio ou ao batista as fotos das filhas deles no cordão humano do passado domingo. apetece-me fotografar o atum que está desconfortavelmente a dormir em cima da minha carteira cor-de-rosa após o ter expulso do teclado do portátil, ou a sardinha que dorme aos meus pés - e aos do aquecedor - ocupando a área máxima possível para o seu tamanho. apetece-me procurar fonts na net e pensar na gang of four com algum afínco. apetece-me comer cereais ou acabar de ver o filme que me adormeceu esta noite. na prática, vou tomar banho,vou buscar à francisquinha ao infantário, vou nadar e tentar convergir em mim alguma concentração para explorar nesta - que se avizinha longa - noite!

21.4.08

aparentemente, num ponto estratégico estive eu...

Lisboa: Polícia Municipal deteve carteirista em flagrante delito
Lisboa, 21 Abril (Lusa)
A Polícia Municipal deteve hoje uma mulher por roubo de carteira em transportes públicos, tendo sido presente a juiz de instrução criminal, disse à Lusa fonte do comando da força.
A mulher de 29 anos foi detida em flagrante delito pela Polícia Municipal esta tarde na Rua dos Douradores, após ter furtado uma carteira a uma turista norueguesa, no interior de um eléctrico.
A carteirista estava acompanhada por mais dois indivíduos, que fugiram após a detenção da mulher, explicou à Lusa fonte daquela força municipal.
A Polícia Municipal tem diversos agentes policiais espalhados por pontos "estratégicos da cidade", sendo a terceira detenção relacionada com furtos a turistas no espaço de quatro dias, nas ruas de Lisboa.
MPC.
Lusa/fim

19.4.08

trancas aos bolsos



como eu gosto de não viver em lisboa e como espero nunca ter de o fazer!
agradeço a ajuda na angariação de números!