*Bernard-Henry Lévy
20.8.08
chora que logo...
*Bernard-Henry Lévy
felizes da fé
a arte suprema, rui zink & antónio jorge gonçalves
21.7.08
ao manuel
13.6.08
colorida, prática, espaçosa, económica!
- É uma observação com graça, não passa disso.
9.4.08
village people
Custava-lhe muito, mas decidira vender à oficina o seu bom velho boca-de-sapo. Em troca, arranjar-lhe-iam a preço de amigo um modelo recente, um carro pequeno, bom para a cidade, mas também para umas voltas ao campo aos fins-de-semana. Um fiat punto ou um polo. Um twingo não; demasiado maricas!
O Suplente, Rui Zink
2.1.08
plain crash
Estava triste, deprimido. Último dia do ano. E ela não só levara a casa, levara também os filhos.
Pensou dar um tiro na cabeça. Mas na cabeça onde? Têmpora, boca, glóbulo ocular? Não deu.
“Sozinha, sim.” Também ela era divorciada, claro, e o último namorado uma besta.
“E se eu fosse agora aí ter contigo?”
“És louco”, riu ela. E no seu riso ele leu, quase cem por cento seguro, um convite.
Meteu-se a caminho. Seiscentos quilómetros fazem-se em quatro horas.
Perto de Calavera del Reyno, ao Km 314, espetou-se.
Morreu feliz, como poucos (homens ou mulheres) se podem gabar.
17.10.07
a júlia pinheiro já só consegue gritar bem alto
11.10.07
Se eu fosse presidente dava tudo a toda a gente!*
27.8.07
uma tarte nunca mais será uma tarte
21.8.07
o presente [1#]
[…]
Os antigos tinham razão: a vida é um livro e… já está escrito! Já está escrito, nós só temos de o ler. Aquilo a que chamamos viver é apenas ler esse livro página a página. E sabes o que são essas páginas? Apenas folhas soltas coladas a uma lombada. Justapostas de modo a, sim, dar a ilusão de que há um progresso, uma cadeia lógica de acontecimentos interligados numa relação, lógica, natural, de causa-efeito. Só que não há causa-efeito. Arrancas uma página à história? Tudo bem, até podes arrancar mais algumas. E em que altera isso o que acontece nas outras que não arrancaste? Nada! A ver se me faço compreender: o que faças a uma página no “passado” não afecta as seguintes porque… o livro já está escrito de antemão, antes que o leias.
29.6.07
a livraria anda por aí

aceito também o convite [porque de livros é sempre bom falar] vindo do parallel lines e deixo-vos com:
ficções ciêntificas e fantásticas, vários autores
a fotografia, gabriel bauret
intimidade, hanif kureishi
o túnel, russell edson
a espera, rui zink
passar, passo ao Nande d'A Peste; à Ana da Tarte, à Catarina do Folk, ao João das Almas e à Rita do Moscatel!
4.6.07
A Espera [ou Os Meus Problemas]
Ontem à noite, contava o Rui Zink, na Câmara Clara, que no ano de oitenta e um ou oitenta e dois, uma experiência que teve da - já proibida - caça à baleia o inspirou para escrever A Espera. Durante dez anos A Espera foi escrita e reescrita e chegou recentemente às livrarias. Eu, como boa fã de Zink – escritor e homem – já ando pel’ A Espera e deixo-vos desde já este pequeno excerto,
Adoro dizer isto: não é o meu problema. Haverá expressão mais contemporânea? Mergulho nela como quem mergulha em água fria, e logo me afundo, entre o gelado e o deliciado: Não é o meu problema.
Ora, se não é o meu, é de quem afinal? E qual, se não for aquele, será o meu problema? Quero, exijo, reclamo saber qual é o meu problema. Tenho u não direito a sabê-lo, tanto como a tê-lo? É injusto haver quem saiba qual é o seu problema, e outros que não sabem qual é o seu problema. É um direito básico da humanidade, o direito ao nosso problema. Vamos todos então fazer uma manifestação, com cartazes, já nos estou a ver, a reivindicar, com toda a justiça: «Queremos saber/qual é o nosso problema!»
(Ou, menos exacto, mas com mais melodia: «Viver só vale a pena/se souber o meu problema!»)
O problema é que, se calhar, é esse o nosso problema. Não sabermos qual é ele, de entre tantos que há no palheiro. Não se trata de procurar a dita agulha – o problema é exactamente o inverso, o palheiro está repleto de agulhas, aliás, tem menos palha que agulhas. E qual é a nossa, afinal? Pois. Isso mesmo.
16.8.06
simply
«Mas... E se mesmo assim não compreender?»
«Compreender não é o mais importante. Tu compreendes as raparigas?»
«Não», admiti.
«Isso não te impede de as achar interessantes, pois não?»
Rui Zink
[nasceu em Lisboa, em 1961, e é uma jóia de pessoa.]




