30.9.06
28.9.06
27.9.06
- Olá bom dia! – disse o principezinho.
- Olá bom dia! – disse o vendedor.
Era um vendedor de comprimidos para tirar a sede. Toma-se um por semana e deixa-se de ter necessidade de beber.
- Porque é que andas a vender isso? – perguntou o principezinho.
- Porque é uma grande economia de tempo – respondeu o vendedor. – os cálculos foram feitos por peritos. Poupam-se cinquenta e três minutos por semana.
- E o que se faz com esses cinquenta e três minutos?
- Faz-se o que se quiser…
"Eu", pensou o principezinho, "eu cá se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, punha-me era a andar muito de mansinho à procura de uma fonte…"
26.9.06
24.9.06
22.9.06
Desta vez, excedendo-se magnificamente, banksy adulterou centenas de cópias do cd de paris hilton. Alterou a música – usando remisturas suas, alterou os títulos, alterou as fotos! Já está disponível nessa internet de vídeos – youtube – o vídeo feito por banksy de toda a… obra de arte!
- a notícia- as fotos
dias vinte cinco e vinte seis de outubro, no teatro académico de gil vicente, a marionet volta aos palcos [e eu ao espaço intermédio!]
Aquilo que para muitos de nós se passa num computador quando o utilizamos é o que vemos através do écran e que vai respondendo às solicitações que introduzimos através do rato ou do teclado para a realização de uma determinada tarefa.
Mas o que se passará dentro daquela caixa que compõe aquilo a que chamamos computador? É a esta pergunta com que vos desafiamos a encontrar respostas. E como? Entrem no micro-mundo de um computador imaginado por nós. Escolhemos uma partícula elementar, um electrão, para fazer a viagem que podemos seguir ao longo de alguns dos componentes de um computador. O ponto de partida e o de chegada são a nossa imaginação. Pelo meio surgem algumas respostas mas há sobretudo perguntas, como por exemplo: o que é arrepender?
20.9.06
18.9.06
17.9.06
Para a época era uma aparelhagem muito moderna! Tinha comando e até tinha luzinhas! Mostrava-se a toda a gente como o botão do volume circulava sozinho à ordem do comando. Apareceu lá em casa de surpresa e era o João que a ia pagar [mas não foi]. Era uma nokia [ainda nem se sonhava com telemóveis] preta como o design da época. Tinha dois decks, o hodierno leitor de compact disc, o inevitável rádio, e um gira discos. Comprou-se até um móvel próprio. Durante muitos anos aquela foi uma melhor amiga. Aquele quarto era o meu paraíso na terra. Os vinis rodavam vezes sem conta e os cd’s começavam a aparecer, comprar-se, emprestar-se, trocar-se. Gravava tudo em cassetes, muitas passeiam agora comigo no Mali. Gravava cassetes para mim. Gravava cassetes para toda a gente. Gravava cds e programas de rádio. Gravava os discos. Lembro-me especificamente de dois discos. Não, três. Três discos. Um de led zeppelin, que era do Pedro. O back in black dos ac/dc que era do João, e, também do João, the very best of james brown, que era o vinil mais girado por mim naquelas tardes em que o quarto se tornava meu. Lia as letras na capa, porque já tinha inglês e até tinha muito jeito e cantava até os apartes do senhor brown. Ainda hoje os sei de cor pela sequência daquela edição. E as músicas remetem-me para tardes de sol a entrarem pela grande janela que teimava em ter sempre aberta, o jardim algo despido, os utentes do posto médico a passar na sua cadência habitual e as ameixoeiras em flor num plano um pouco mais elevado. Quando o carro do João aparecia estacionado em frente à casa, era exactamente o tempo de arrumar tudo no sítio e sair do quarto até que o João aparecesse.
16.9.06
tenho medo
de cobras
de desencontros
do ângulo morto
da morte dos outros
da tradução das obras de dostoievski para brasileiro
















