30.8.10
27.8.10
cinquenta e três around the world com o sporting
do pedro santo para o olavo lüpia, do olavo lüpia para mim, de mim para o mundo!
26.8.10
22.8.10
os dizeres da D. Milú #233
«Uma pessoa tão depressa esbambeia para um lado como esbambeia para o outro!»
19.8.10
11.8.10
1921-2010
E perguntei-te se também morrias.
E tu disseste: «Sim».
E eu disse-te: «Que vai ser de mim?»
E tu disseste que nesse momento já seria crescido.
E eu disse-te: «Não vejo a relação».
E tu disseste que sim, que havia uma relação.
E eu disse: «Bom».
E tu disseste que todos nós tínhamos de morrer.
E eu perguntei-te se para sempre.
E tu respondeste : «Sim».
E eu disse-te: «Então, e o céu como é?»
E tu disseste que isso era depois.
Sim.
E eu disse que havia de levar-te flores.
E tu perguntaste-me: «Quando?»
E eu respondi: «Quando morreres».
E tu fizeste: «Ah!»
E eu disse que havia de levar-te flores, e disse também: «Papoilas».
E tu disseste-me que era melhor não pensar nisso.
E eu disse-te: «Porquê?»
E tu disseste-me: «Porque sim».
E eu disse: «Bom». E depois perguntei-te se nos íamos encontrar no céu mais tarde.
E tu respondeste-me: «Sim».
E eu disse: «Ainda bem».
Sim.
E depois perguntei-te quem a tinha inventado.
E tu disseste: «Inventado o quê?»
E eu disse: «Essa história da morte».
E tu disseste: «Ninguém».
E eu disse: «E o resto?»
E tu disseste: «Qual resto?»
E eu disse: «Essa história do céu».
E tu disseste: «Ninguém».
E eu disse-te: «É boa». E disse-te ainda: «Pois». E depois disse-te: «Quando morreres, faço da tua barriga um tambor».
E tu disseste-me: «Isso não se diz».
E eu disse-te: «É pecado?»
E tu disseste: «Não».
Arrabal, in "Baal Babilónia" estampa, 1977
trad. Ernesto Sampaio
E tu disseste: «Sim».
E eu disse-te: «Que vai ser de mim?»
E tu disseste que nesse momento já seria crescido.
E eu disse-te: «Não vejo a relação».
E tu disseste que sim, que havia uma relação.
E eu disse: «Bom».
E tu disseste que todos nós tínhamos de morrer.
E eu perguntei-te se para sempre.
E tu respondeste : «Sim».
E eu disse-te: «Então, e o céu como é?»
E tu disseste que isso era depois.
Sim.
E eu disse que havia de levar-te flores.
E tu perguntaste-me: «Quando?»
E eu respondi: «Quando morreres».
E tu fizeste: «Ah!»
E eu disse que havia de levar-te flores, e disse também: «Papoilas».
E tu disseste-me que era melhor não pensar nisso.
E eu disse-te: «Porquê?»
E tu disseste-me: «Porque sim».
E eu disse: «Bom». E depois perguntei-te se nos íamos encontrar no céu mais tarde.
E tu respondeste-me: «Sim».
E eu disse: «Ainda bem».
Sim.
E depois perguntei-te quem a tinha inventado.
E tu disseste: «Inventado o quê?»
E eu disse: «Essa história da morte».
E tu disseste: «Ninguém».
E eu disse: «E o resto?»
E tu disseste: «Qual resto?»
E eu disse: «Essa história do céu».
E tu disseste: «Ninguém».
E eu disse-te: «É boa». E disse-te ainda: «Pois». E depois disse-te: «Quando morreres, faço da tua barriga um tambor».
E tu disseste-me: «Isso não se diz».
E eu disse-te: «É pecado?»
E tu disseste: «Não».
Arrabal, in "Baal Babilónia" estampa, 1977
trad. Ernesto Sampaio
20.7.10
19.7.10
14.7.10
12.7.10
10.7.10
5.7.10
1.7.10
28.6.10
a d. alzira
- ...e já casaste, meu amor?!
- Sim, o ano passado.
- Ai!!! Não parece nada... estás tão bonita!!!
23.6.10
de salazar e de louco todos temos um pouco
Podemos dizer a um artista que não nos identificamos, ou que não entendemos, ou que não gostamos, simplesmente, daquilo que faz. Agora, achar que temos legitimidade para o impedir de fazer o que faz… isso é profundamente fascista.
22.6.10
21.6.10
o calor, o futebol e a música.
começou o verão. o simão marcou um golo contra a coreia do norte aos 53 minutos. comprei 4 cds de 73,92€ por 21,96!
o princípio de Milú
Encontrámo-nos junto dos semáforos. Eu esperava boleia, ela esperava o verde. Despedimo-nos e desejou-me um bom fim-de-semana enquanto se afastava para o outro lado da estrada. Quando ouviu a minha retribuição de um bom fim-de-semana, olhou para trás e perguntou numa retórica desalentada "Acha??!!". Eu encolhi os ombros algo atrapalhada. Passadas algumas horas ligou-me dizendo "Francisca, acabou...".
Até ao 12º dizer, havia uma ressalva de que D. Benedita era um nome fictício para ocultar a verdadeira identidade da Lurdinhas. D. Benedita era a mãe da Lurdinhas.
Depois de um forte período de sofrimento a D. Benedita faleceu no passado sábado. Por uma questão de respeito e para evitar situações de constrangimento que possam levar ao entristecimento da Lurdinhas, a partir de hoje os dizeres passam a ser da D. Milú. Nome porque carinhosamente tratam a Lurdinhas em ambiente familiar.
Até ao 12º dizer, havia uma ressalva de que D. Benedita era um nome fictício para ocultar a verdadeira identidade da Lurdinhas. D. Benedita era a mãe da Lurdinhas.
Depois de um forte período de sofrimento a D. Benedita faleceu no passado sábado. Por uma questão de respeito e para evitar situações de constrangimento que possam levar ao entristecimento da Lurdinhas, a partir de hoje os dizeres passam a ser da D. Milú. Nome porque carinhosamente tratam a Lurdinhas em ambiente familiar.
20.6.10
TNYT
a fotografia que o The New York Times escolheu para ilustrar o artigo da morte de Saramago é do João Cortesão. Grande.















