30.8.10

Os dizeres da D. Milú #234

«Eu acho por bem perguntar tudo pela rama!»

27.8.10

cinquenta e três around the world com o sporting

do pedro santo para o olavo lüpia, do olavo lüpia para mim, de mim para o mundo!

22.8.10

os dizeres da D. Milú #233

«Uma pessoa tão depressa esbambeia para um lado como esbambeia para o outro!»

19.8.10

hoje é o dia mundial da fotografia

11.8.10

1921-2010

E perguntei-te se também morrias.
E tu disseste: «Sim».
E eu disse-te: «Que vai ser de mim?»
E tu disseste que nesse momento já seria crescido.
E eu disse-te: «Não vejo a relação».
E tu disseste que sim, que havia uma relação.
E eu disse: «Bom».
E tu disseste que todos nós tínhamos de morrer.
E eu perguntei-te se para sempre.
E tu respondeste : «Sim».
E eu disse-te: «Então, e o céu como é?»
E tu disseste que isso era depois.

Sim.

E eu disse que havia de levar-te flores.
E tu perguntaste-me: «Quando?»
E eu respondi: «Quando morreres».
E tu fizeste: «Ah!»
E eu disse que havia de levar-te flores, e disse também: «Papoilas».
E tu disseste-me que era melhor não pensar nisso.
E eu disse-te: «Porquê?»
E tu disseste-me: «Porque sim».
E eu disse: «Bom». E depois perguntei-te se nos íamos encontrar no céu mais tarde.
E tu respondeste-me: «Sim».
E eu disse: «Ainda bem».

Sim.

E depois perguntei-te quem a tinha inventado.
E tu disseste: «Inventado o quê?»
E eu disse: «Essa história da morte».
E tu disseste: «Ninguém».
E eu disse: «E o resto?»
E tu disseste: «Qual resto?»
E eu disse: «Essa história do céu».
E tu disseste: «Ninguém».
E eu disse-te: «É boa». E disse-te ainda: «Pois». E depois disse-te: «Quando morreres, faço da tua barriga um tambor».
E tu disseste-me: «Isso não se diz».
E eu disse-te: «É pecado?»
E tu disseste: «Não».



Arrabal, in "Baal Babilónia" estampa, 1977
trad. Ernesto Sampaio



descoberto no café dos loucos e dedicado à minha avó que se foi hoje embora...

20.7.10

Os dizeres da D. Milú #232

«Agora tem que se dar uma bela estona ao fogão.»

Os dizeres da D. Milú #231

«Os pequeninos estão bem, os grandes é que tenho de os espanejar

Waiting for Godot in New Orleans


14.7.10

os dizeres da D. Milú #230

«Se a deixassem, ela esganipava aquilo tudo!»

12.7.10

os dizeres da D. Milú #229

«A gente nunca percebeu que conta é que ele fez à argamassa…»

my tummy

5.7.10

1.7.10

os dizeres da D. Milú #228

«Dói-me o braço, dói-me a cruzeta, dói-me o ombro...»

não tenho nadinha que calçar #44 do ano do dragão

28.6.10


Preparem-se sofredores do mundo,
o tempo não é linear.






a máquina de fazer espanhóis,
valter hugo mãe


a d. alzira


- ...e já casaste, meu amor?!

- Sim, o ano passado.
- Ai!!! Não parece nada... estás tão bonita!!!


23.6.10

de salazar e de louco todos temos um pouco

Podemos dizer a um artista que não nos identificamos, ou que não entendemos, ou que não gostamos, simplesmente, daquilo que faz. Agora, achar que temos legitimidade para o impedir de fazer o que faz… isso é profundamente fascista.

22.6.10

a tua vida

Photobucket

21.6.10

o calor, o futebol e a música.

começou o verão. o simão marcou um golo contra a coreia do norte aos 53 minutos. comprei 4 cds de 73,92€ por 21,96!

o princípio de Milú

Encontrámo-nos junto dos semáforos. Eu esperava boleia, ela esperava o verde. Despedimo-nos e desejou-me um bom fim-de-semana enquanto se afastava para o outro lado da estrada. Quando ouviu a minha retribuição de um bom fim-de-semana, olhou para trás e perguntou numa retórica desalentada "Acha??!!". Eu encolhi os ombros algo atrapalhada. Passadas algumas horas ligou-me dizendo "Francisca, acabou...".

Até ao 12º dizer, havia uma ressalva de que D. Benedita era um nome fictício para ocultar a verdadeira identidade da Lurdinhas. D. Benedita era a mãe da Lurdinhas.
Depois de um forte período de sofrimento a D. Benedita faleceu no passado sábado. Por uma questão de respeito e para evitar situações de constrangimento que possam levar ao entristecimento da Lurdinhas, a partir de hoje os dizeres passam a ser da D. Milú. Nome porque carinhosamente tratam a Lurdinhas em ambiente familiar.

20.6.10

TNYT


a fotografia que o The New York Times escolheu para ilustrar o artigo da morte de Saramago é do João Cortesão. Grande.