dá-me um prazer real estar a trabalhar em algo que gosto com uma boa banda sonora!
23.9.10
quem tem um irmão tem tudo!!! *
forrest gump, 1994
*quem tem dois... é capaz de já não ter tanta sorte...
*quem tem sete... é a ana val-do-rio!
16.9.10
já em catraia não tinha nadinha que calçar...

mais um apaixonante trabalho de jeremy scott para a adidas!
15.9.10
ele sabia! ele estava lá!
esta manhã voltei - pela primeira vez e por força das circunstâncias - a estacionar o carro no local do crime. quando saí do carro cruzei-me de imediato com o hélder!!! [segundo os polícias, eles dormem por ali, numa fábrica abandonada, junto ao estacionamento]. abeirei-me dele e pedi-lhe de forma algo cáustica que deixassem o meu carro em paz, pois já o tinham assaltado a semana passada! «Eu sei! Eu estava cá!» respondeu-me ele a sorrir, acompanhando a deixa com um gesto de get out of here! como quem vai para enxotar uma mosca com pouca convicção [não é a mosca que tem pouca convicção, é o impulso de a enxotar!]. e ele nem sequer estava a gozar com a minha cara, ou falou com o intuito de me provocar. ele simplesmente acha que isto é uma brincadeira! quase que denotei ingenuidade na sua expressão. «Eu sei! Eu estava cá!»... qualquer dia passa por mim na rua e cumprimenta-me como se fossemos velhos conhecidos. «Eu sei! Eu estava cá!» não é inacreditável?!
12.9.10
9.9.10
jeremy scott?!
he's wearing cute gold trainers, like those football boots reserved for the world's greatest players. They look like they should have wings on the side.
[…]
Then the little wings on his golden shoes flutter about his ankles, and he ascends into heaven.
[excerto da entrevista que o poeta simon armitage fez a morrissey no the guardian]
7.9.10
carglass
o hélder da rocha nova e o pedro de poiares assaltaram-me o carro... aliás, o hélder da rocha nova diz que foi o pedro de poiares que o assaltou sozinho - e a polícia até acredita nele! o que é certo é que foi o hélder da rocha nova que foi apanhado com a minha mochila - ainda que lá dentro estivesse o auto-rádio do peugeot que ele estava a aviar quando a polícia chegou! o pedro de poiares fugiu. o hélder da rocha nova foi para a esquadra chibar o pedro de poiares.
partiram o vidro - e é inacreditável a quantidade de estilhaços que surgem de um simples vidro de porta de carro - para roubar um auto-rádio que só gosta de estar sintonizado na antena 1! [eu bem tentava ouvir outras rádios, mas o auto da mesma, passados poucos minutos, alterava sozinho a sintonia e lá estávamos nós outra vez na antena 1.] ouvir cds era só quase por milagre. e eu, que até tenho a política de não andar com discos compactos originais no carro, lá fiquei sem o gold against the soul...
rai's parta o hélder da rocha nova e o pedro de poiares!
partiram o vidro - e é inacreditável a quantidade de estilhaços que surgem de um simples vidro de porta de carro - para roubar um auto-rádio que só gosta de estar sintonizado na antena 1! [eu bem tentava ouvir outras rádios, mas o auto da mesma, passados poucos minutos, alterava sozinho a sintonia e lá estávamos nós outra vez na antena 1.] ouvir cds era só quase por milagre. e eu, que até tenho a política de não andar com discos compactos originais no carro, lá fiquei sem o gold against the soul...
rai's parta o hélder da rocha nova e o pedro de poiares!
Jilted for a fucking moggy*
foto: Jake Walters
''Do you have any pets?''
"Yes. Cats. I've had lots of cats. But also many bereavements."
6.9.10
o telefonema
Esta noite sonhei novamente com sapatilhas! Acabei neste preciso momento de me recordar disso! Não foi isso que me fez vir partilhar alguma coisa com o mundo. O que me fez vir aqui foi um telefonema que recebi esta manhã.
Tenho uma amiga, que – exactamente por ser diferente de toda a gente – tem a capacidade de nos atirar para cima as constatações mais cruelmente verdadeiras que assombram a nossa existência! É sempre ela que me faz sentir velha. E por velha entenda-se: trivial. E se por alguns segundos me apetece sempre mandá-la à merda, a realidade é que só lhe posso agradecer por ela ser suficientemente minha amiga [e tola] para me dizer o que tem a dizer – seja bom ou mau – e por me fazer sempre esbarrar com a realidade – da qual só não fujo se não quiser, visto que o aviso está feito.
Disse-me ela com estas letras todas, «Estás a ficar tão igual a toda a gente!» E eu, que curiosamente tinha andado a manhã toda a dissertar sobre o assunto, até estava ciente disso. Mas custa sempre. Não me apetece nada ficar igual a toda a gente…
Tenho uma amiga, que – exactamente por ser diferente de toda a gente – tem a capacidade de nos atirar para cima as constatações mais cruelmente verdadeiras que assombram a nossa existência! É sempre ela que me faz sentir velha. E por velha entenda-se: trivial. E se por alguns segundos me apetece sempre mandá-la à merda, a realidade é que só lhe posso agradecer por ela ser suficientemente minha amiga [e tola] para me dizer o que tem a dizer – seja bom ou mau – e por me fazer sempre esbarrar com a realidade – da qual só não fujo se não quiser, visto que o aviso está feito.
Disse-me ela com estas letras todas, «Estás a ficar tão igual a toda a gente!» E eu, que curiosamente tinha andado a manhã toda a dissertar sobre o assunto, até estava ciente disso. Mas custa sempre. Não me apetece nada ficar igual a toda a gente…
30.8.10
27.8.10
cinquenta e três around the world com o sporting
do pedro santo para o olavo lüpia, do olavo lüpia para mim, de mim para o mundo!
26.8.10
22.8.10
os dizeres da D. Milú #233
«Uma pessoa tão depressa esbambeia para um lado como esbambeia para o outro!»
19.8.10
11.8.10
1921-2010
E perguntei-te se também morrias.
E tu disseste: «Sim».
E eu disse-te: «Que vai ser de mim?»
E tu disseste que nesse momento já seria crescido.
E eu disse-te: «Não vejo a relação».
E tu disseste que sim, que havia uma relação.
E eu disse: «Bom».
E tu disseste que todos nós tínhamos de morrer.
E eu perguntei-te se para sempre.
E tu respondeste : «Sim».
E eu disse-te: «Então, e o céu como é?»
E tu disseste que isso era depois.
Sim.
E eu disse que havia de levar-te flores.
E tu perguntaste-me: «Quando?»
E eu respondi: «Quando morreres».
E tu fizeste: «Ah!»
E eu disse que havia de levar-te flores, e disse também: «Papoilas».
E tu disseste-me que era melhor não pensar nisso.
E eu disse-te: «Porquê?»
E tu disseste-me: «Porque sim».
E eu disse: «Bom». E depois perguntei-te se nos íamos encontrar no céu mais tarde.
E tu respondeste-me: «Sim».
E eu disse: «Ainda bem».
Sim.
E depois perguntei-te quem a tinha inventado.
E tu disseste: «Inventado o quê?»
E eu disse: «Essa história da morte».
E tu disseste: «Ninguém».
E eu disse: «E o resto?»
E tu disseste: «Qual resto?»
E eu disse: «Essa história do céu».
E tu disseste: «Ninguém».
E eu disse-te: «É boa». E disse-te ainda: «Pois». E depois disse-te: «Quando morreres, faço da tua barriga um tambor».
E tu disseste-me: «Isso não se diz».
E eu disse-te: «É pecado?»
E tu disseste: «Não».
Arrabal, in "Baal Babilónia" estampa, 1977
trad. Ernesto Sampaio
E tu disseste: «Sim».
E eu disse-te: «Que vai ser de mim?»
E tu disseste que nesse momento já seria crescido.
E eu disse-te: «Não vejo a relação».
E tu disseste que sim, que havia uma relação.
E eu disse: «Bom».
E tu disseste que todos nós tínhamos de morrer.
E eu perguntei-te se para sempre.
E tu respondeste : «Sim».
E eu disse-te: «Então, e o céu como é?»
E tu disseste que isso era depois.
Sim.
E eu disse que havia de levar-te flores.
E tu perguntaste-me: «Quando?»
E eu respondi: «Quando morreres».
E tu fizeste: «Ah!»
E eu disse que havia de levar-te flores, e disse também: «Papoilas».
E tu disseste-me que era melhor não pensar nisso.
E eu disse-te: «Porquê?»
E tu disseste-me: «Porque sim».
E eu disse: «Bom». E depois perguntei-te se nos íamos encontrar no céu mais tarde.
E tu respondeste-me: «Sim».
E eu disse: «Ainda bem».
Sim.
E depois perguntei-te quem a tinha inventado.
E tu disseste: «Inventado o quê?»
E eu disse: «Essa história da morte».
E tu disseste: «Ninguém».
E eu disse: «E o resto?»
E tu disseste: «Qual resto?»
E eu disse: «Essa história do céu».
E tu disseste: «Ninguém».
E eu disse-te: «É boa». E disse-te ainda: «Pois». E depois disse-te: «Quando morreres, faço da tua barriga um tambor».
E tu disseste-me: «Isso não se diz».
E eu disse-te: «É pecado?»
E tu disseste: «Não».
Arrabal, in "Baal Babilónia" estampa, 1977
trad. Ernesto Sampaio













