27.10.10
24.10.10
tatooine
tropecei no Jeremy Messersmith - quando assistia a um vídeo de
animação 2D em papel sobre o star wars - e fiquei apaixonada.
o lado B daquela cassete
Eu costumava pedir ao pedrinho para me gravar músicas de bandas pelas quais eu ia sentindo curiosidade. Uma vez pedi-lhe para me gravar qualquer coisa e the doors. No lado A estava a qualquer coisa, no lado B – supostamente – the doors. Ouvi exaustivamente a cassete. Não deveria ter muito mais de 10 anos. Gostei dos the doors.
Uns anos mais tarde, já pelos meus próprios meios, enquanto conhecia música ‘nova’, descobri the doors e não tinha nada a ver com o lado B daquela cassete… mas aceitei a descoberta com naturalidade sem nunca me preocupar com o que seria aquilo que afinal estava no lado B daquela cassete. E também foi coisa que nunca mais ouvi.
Muitos anos mais tarde - já andava eu no secundário - a ouvir a RU( descobri que afinal aquilo que estava no lado B daquela cassete era lloyd cole! No programa até estavam a gozar com o senhor e eu fiquei algo indignada, porque eu gostava de lloyd cole! Não sabia, mas gostava!
Nunca percebi porque é que o Pedrinho me gravou lloyd cole em vez de the doors, nem sei se fez de propósito, ou sequer se percebeu a troca. Mas ainda bem que assim foi. Se assim não fosse, eu poderia nunca ter conhecido lloyd cole naquela fase do crescimento em que boa música faz quase tão bem como cálcio e proteínas!
23.10.10
It was raining broken glass
so why are they making a documentary about you for?!
'cause i'm fascinating!
I write wonderful music!
'cause i'm fascinating!
I write wonderful music!
14.10.10
13.10.10
12.10.10
4.10.10
1.10.10
30.9.10
26.9.10
a vida é longa!
é a terceira vez que colaboro com a mimi records, desta feita - de amor e coração pelos birds are indie! o segundo e maravilhoso EP: disponível aqui!
23.9.10
quem tem um irmão tem tudo!!! *
forrest gump, 1994
*quem tem dois... é capaz de já não ter tanta sorte...
*quem tem sete... é a ana val-do-rio!
16.9.10
já em catraia não tinha nadinha que calçar...

mais um apaixonante trabalho de jeremy scott para a adidas!
15.9.10
ele sabia! ele estava lá!
esta manhã voltei - pela primeira vez e por força das circunstâncias - a estacionar o carro no local do crime. quando saí do carro cruzei-me de imediato com o hélder!!! [segundo os polícias, eles dormem por ali, numa fábrica abandonada, junto ao estacionamento]. abeirei-me dele e pedi-lhe de forma algo cáustica que deixassem o meu carro em paz, pois já o tinham assaltado a semana passada! «Eu sei! Eu estava cá!» respondeu-me ele a sorrir, acompanhando a deixa com um gesto de get out of here! como quem vai para enxotar uma mosca com pouca convicção [não é a mosca que tem pouca convicção, é o impulso de a enxotar!]. e ele nem sequer estava a gozar com a minha cara, ou falou com o intuito de me provocar. ele simplesmente acha que isto é uma brincadeira! quase que denotei ingenuidade na sua expressão. «Eu sei! Eu estava cá!»... qualquer dia passa por mim na rua e cumprimenta-me como se fossemos velhos conhecidos. «Eu sei! Eu estava cá!» não é inacreditável?!
12.9.10
9.9.10
jeremy scott?!
he's wearing cute gold trainers, like those football boots reserved for the world's greatest players. They look like they should have wings on the side.
[…]
Then the little wings on his golden shoes flutter about his ankles, and he ascends into heaven.
[excerto da entrevista que o poeta simon armitage fez a morrissey no the guardian]
7.9.10
carglass
o hélder da rocha nova e o pedro de poiares assaltaram-me o carro... aliás, o hélder da rocha nova diz que foi o pedro de poiares que o assaltou sozinho - e a polícia até acredita nele! o que é certo é que foi o hélder da rocha nova que foi apanhado com a minha mochila - ainda que lá dentro estivesse o auto-rádio do peugeot que ele estava a aviar quando a polícia chegou! o pedro de poiares fugiu. o hélder da rocha nova foi para a esquadra chibar o pedro de poiares.
partiram o vidro - e é inacreditável a quantidade de estilhaços que surgem de um simples vidro de porta de carro - para roubar um auto-rádio que só gosta de estar sintonizado na antena 1! [eu bem tentava ouvir outras rádios, mas o auto da mesma, passados poucos minutos, alterava sozinho a sintonia e lá estávamos nós outra vez na antena 1.] ouvir cds era só quase por milagre. e eu, que até tenho a política de não andar com discos compactos originais no carro, lá fiquei sem o gold against the soul...
rai's parta o hélder da rocha nova e o pedro de poiares!
partiram o vidro - e é inacreditável a quantidade de estilhaços que surgem de um simples vidro de porta de carro - para roubar um auto-rádio que só gosta de estar sintonizado na antena 1! [eu bem tentava ouvir outras rádios, mas o auto da mesma, passados poucos minutos, alterava sozinho a sintonia e lá estávamos nós outra vez na antena 1.] ouvir cds era só quase por milagre. e eu, que até tenho a política de não andar com discos compactos originais no carro, lá fiquei sem o gold against the soul...
rai's parta o hélder da rocha nova e o pedro de poiares!
Jilted for a fucking moggy*
foto: Jake Walters
''Do you have any pets?''
"Yes. Cats. I've had lots of cats. But also many bereavements."
6.9.10
o telefonema
Esta noite sonhei novamente com sapatilhas! Acabei neste preciso momento de me recordar disso! Não foi isso que me fez vir partilhar alguma coisa com o mundo. O que me fez vir aqui foi um telefonema que recebi esta manhã.
Tenho uma amiga, que – exactamente por ser diferente de toda a gente – tem a capacidade de nos atirar para cima as constatações mais cruelmente verdadeiras que assombram a nossa existência! É sempre ela que me faz sentir velha. E por velha entenda-se: trivial. E se por alguns segundos me apetece sempre mandá-la à merda, a realidade é que só lhe posso agradecer por ela ser suficientemente minha amiga [e tola] para me dizer o que tem a dizer – seja bom ou mau – e por me fazer sempre esbarrar com a realidade – da qual só não fujo se não quiser, visto que o aviso está feito.
Disse-me ela com estas letras todas, «Estás a ficar tão igual a toda a gente!» E eu, que curiosamente tinha andado a manhã toda a dissertar sobre o assunto, até estava ciente disso. Mas custa sempre. Não me apetece nada ficar igual a toda a gente…
Tenho uma amiga, que – exactamente por ser diferente de toda a gente – tem a capacidade de nos atirar para cima as constatações mais cruelmente verdadeiras que assombram a nossa existência! É sempre ela que me faz sentir velha. E por velha entenda-se: trivial. E se por alguns segundos me apetece sempre mandá-la à merda, a realidade é que só lhe posso agradecer por ela ser suficientemente minha amiga [e tola] para me dizer o que tem a dizer – seja bom ou mau – e por me fazer sempre esbarrar com a realidade – da qual só não fujo se não quiser, visto que o aviso está feito.
Disse-me ela com estas letras todas, «Estás a ficar tão igual a toda a gente!» E eu, que curiosamente tinha andado a manhã toda a dissertar sobre o assunto, até estava ciente disso. Mas custa sempre. Não me apetece nada ficar igual a toda a gente…












