20.1.11
queremos um autocarro de Sonhos ao Amor!
Crónias do autocarro#53
Ora bolas! Uma vez que não há nada mais fácil de arruinar do que uma quimera, fui cobardemente informado de que Sonhos é, efectivamente, uma localidade de Ermesinde e, mais concretamente, da freguesia de Alfena (o horror!...). Preferia, conforme imaginarão, ter sido mantido na mais estrita ignorância, mas não posso agora fazer de conta que não estou a par da realidade. Talvez, um dia, ainda vá a Sonhos, o que, em todo o caso, é um pouco improvável, já que a minha assinatura mensal dos transportes públicos (o passe post-moderno) não permite deslocações aos subúrbios. Terei, pois, que continuar a beneficiar da quotidiana transumância dos subúrbios, exactamente como sucedeu com a mulher que, ainda ontem (terá sido ontem?), pedia explicações relativas à chamada que tinha recebido no telemóvel, cuja origem não estava identificada, mas que, pelos vistos, partira de um indivíduo que lhe devia finezas. Por várias vezes ela perguntou ao homem por que é que ele tinha ligado de um número não identificado e para quem é que ele tinha estado antes a ligar de um número não identificado. Por quem, afinal, é que ele não queria ser identificado?
(se, acaso, o leitor estiver incomodado com a repetição da palavra “identificado”, saiba que eu a escutei vezes sem conta em cerca de dez minutos, pois a mulher não dizia mais nada e insistia na pergunta, over and over and over)
Como as explicações do sujeito não a satisfaziam, a mulher, a dada altura, revelou o verdadeiro teor da sua inquietação e perguntou ao homem, com toda a frontalidade, se ele tinha estado a ligar “para a outra”. Eu não me surpreendi com o desabafo e creio que também nenhum dos outros passageiros se surpreendeu com o verdadeiro motivo do drama da chamada não identificada. Os grandes sobressaltos existenciais dos transportes públicos são, ainda, deste teor. Os desempregados viajam, regra geral, em silêncio, remoendo o medo e a angústia do dia seguinte.
Manuel Jorge Marmelo
19.1.11
18.1.11
7.1.11
3.1.11
30.12.10
29.12.10
desaguar
A vida é frágil. Tudo na vida é frágil. Podemos fazer planos para amanhã e nunca os chegar a cumprir. A minha professora de filosofia do décimo ano, Cidália Fachada [tanto que eu podia escrever sobre a Cidália Fachada], dizia que temos sempre a ilusão de sermos imortais ao fazer planos para o futuro, mesmo que [muito] próximo. Independentemente disso, como uma boa iludida que sempre fui, tenho andado a elaborar uma lista de propósitos para o ano de 2011. E eu até sou boa a cumprir os meus desígnios de ano novo [também são bem regados de realismo]. Mas independentemente de o ano estar a acabar ou não, assim que possa vou cumprir um desejo - que não figura na lista - que me assombrou no dia de hoje. Vou ver o mar.
27.12.10
maus hábitos
quando se está mal habituado, a maior surpresa que se pode ter é não ter surpresa nenhuma!
26.12.10
quando morrer vou pró céu
«Ontem estava a rezar e caiu-me o terço. Fiquei toda baralhada... já nem sabia em que mistério é que ia...»
25.12.10
20.12.10
os dizeres da D. Milú #244
«Eu adoro chocolate! Quando mais preto melhor! O chocolate branco não me dá gozo... não é chocolate! Para mim chocolate tem de ser escuro!»
18.12.10
17.12.10
15.12.10
12.12.10
TAMBÉM QUERO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Investigadores vestidos de panda verificam a temperatura corporal de um panda bebé no Centro de Investigação e Conservação do Panda Gigante em Wolong, na província de Sichuan, na China.




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