30.9.11

i'm back on track

frase do dia

'ó menina, diga-me lá isso em contos que eu tive uma trombose!'

29.9.11

efemérides

Claro que há dois ou três aspetos positivos no novo Governo. O primeiro é que o partido que venceu as eleições está em minoria no Governo. Em 12 ministros tem 5 contando com Passos Coelho. Pode ser uma inovação interessante. O segundo é que, com a nomeação para primeiro-ministro, Passos Coelho conseguiu finalmente obter um emprego sem ser numa empresa administrada por Ângelo Correia.

Este é o melhor governo das últimas três semanas
Boca do Inferno, Ricardo Araújo Pereira
visão nº955 23 a 29 de junho de 2011

22.9.11

hoje, às dezanove horas na ruc!


birds are indie em entrevista no santos da casa!

...

After a torturous delay of more than 4 hours, the state of Georgia has just killed Troy Anthony Davis.

[...]

Wende, on our Abolish the Death Penalty Campaign team, met with Troy Davis yesterday to convey the support that he has had from all of you. He asked us to deliver this message back to you:

"The struggle for justice doesn't end with me. This struggle is for all the Troy Davises who came before me and all the ones who will come after me. I'm in good spirits and I'm prayerful and at peace."

www.amnestyusa.org

21.9.11

21 de setembro de 2011


Troy Davis foi acusado do homicídio de um polícia e condenado à morte. E se já é completamente imoral e um contra censo condenar-se alguém à morte, é-o muito especialmente quando há demasiados indícios de que o condenado é inocente. As únicas provas contra Troy Davis eram testemunhas oculares. Apenas 2 testemunhas mantêm o depoimento. TODAS as outras voltaram atrás e acabaram por testemunhar que foram pressionadas pela polícia para incriminar Troy Davis. Mas a realidade é que Troy Davis pode estar a viver as suas últimas horas e, isso sim, é criminoso!

20.9.11

Não tenho nadinha que calçar #63

Keds “How Do You Do?” Boston Ducky | Road Trip Collection

19.9.11

dentro de 53 dias será


dia 11 do 11 do 11

happy birthday Mr. JC!

15.9.11

karma

Há uma meia dúzia de anos atrás, com o jipe do meu pai, a fazer marcha atrás numa aldeia próxima da mealhada, embati numa antiquíssima oliveira transplantada. Hoje, para equilibrar as forças, uma antiquíssima oliveira transplantada jipe embateu em mim em marcha atrás! 


antiquíssima oliveira transplantada

12.9.11

as I said

os melhores dois anos da minha vida


*fotomontagem da princeZa Mart[inh]a Poiares

2.9.11

doenças crónicas

- Está mesmo muito mal. Tudo indica que se formou uma alma dentro de si.

Nós, Zamiatine

31.8.11

chez moi!


it's good to be back!

21.8.11

ah e tal, gostar do cinquenta e três é muito estranho...

2760889966649. […] Dois mil setecentos e setenta mil milhões oitocentos e oitenta e nove milhões novecentos e sessenta e seis mil seiscentos e quarenta e nove, lera em voz alta. Depois, de novo, em voz baixa, como que para se apropriar daquele trava-língua. Decidiu que aquele número seria o seu preferido.

A solidão dos números primos, Paolo Giordano

I never wanna go home

fotografia de Manuel Lino
Ao fim de treze anos, um mês e dezasseis dias voltei a eles.  Foi menos intenso que há 13 anos atrás, mas mais perfeito. E ninguém poderá acreditar à primeira que, com tamanho contagiante vigor, este senhor - que é tão singular que nos inquieta encarcerados nos seus movimentos - esteja a um mês de completar 48 anos.

18.8.11

Is this today?

Is this really happening?
Is this legal?
Is this an accident waiting to happen?
Is this a dream come true?
Is this too good to be true?
Is this a collective mid-life crisis?
Is this an opportunity to reappraise the past viewed throw the prism of the present day?
Is this a hoax?
Is this the best news you’ve heard all year?
Is this a good thing?
Is this a bad thing?
Is this nothing?
Is this a surprise?
Is this a cause for celebration?
Is this a publicity stunt?
Is this just what the doctor ordered?
Is this too much to bear?
Is this a chance to see the last truly important pop group this country ever produced?
Is this a good excuse for a good old knees-up?
Is this crazy talk?
Is this really necessary?
Is this unlikely to change anything?
Is this a slap in the face?
Is this the way the cookie crumbles?
Is this the chance to right some wrongs?
Is this so wrong it’s right?
Is this Just wrong?
Is this someone’s idea of a joke?
Is this the kind of tonic? This country needs at the moment?
Is this time to decide whose side you’re on? (again)
Is this messing with your head?
Is this likely to be painful?
Is this a momentaneous occasion?
Is this an act of defiance?
Is this about time too?
Is this nostalgia?
Is this a miracle?
Is this foolhardy?
Is this inevitable?
Is this the final straw?
Is this too freaky?
Is this too much information?

5.8.11

Os dizeres da D. Milú #252

«Um porsche preto?! Isso nem dá no olho…»

não tenho nadinha que calçar #62 dos beatles



THE BEATLES Comme des Garcons x Spring Court Sneakers

30.7.11

os premiáveis

Corria o mês de Julho, do ano de 2005 e um grupo de cinco amigos que estudava fotografia criou um projecto! A intenção desse projecto não passava por concorrer a nenhum concurso ou provar o que quer que fosse. Era simplesmente uma forma de cinco amigos unidos pela fotografia, mas entretanto separados geograficamente, se manterem próximos naquilo que era uma paixão comum.

Os cinco amigos eram [aqui] a Francisca Moreira, o João Cortesão – grande mentor do projecto, o Jorge Vaz Nande, o Jonas Batista e a Marilyne Alves.
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A ideia - em traços muito gerais – consistia num membro do grupo fazer uma fotografia e passá-la a outro membro, que a interpretaria e fotograficamente lhe daria uma resposta, essa resposta era passada para um terceiro membro e assim sucessivamente até que estivessem cinco fotografias feitas. Essas fotografias contavam uma história, visto que eram todas respostas de uma anterior. Findo este ciclo, recomeçava-se outra história, partindo do segundo membro da ronda anterior.
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O projecto
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- ainda começou em 2005, mas, devido às diferentes ocupações de cada um, em cerca de dois anos foi apenas possível criar quatro ciclos - quatro rounds - quatro histórias.
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- foi baptizado de ANSAPHOTO [inspirado num lado B dos Pulp, ansaphone], visto que se tratava de consecutivas respostas fotográficas.
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- foi publicado, maioritariamente, num blog com a morada ansaphoto.blogspot.com [vão lá ver e depois voltem aqui].
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- estagnou a certa altura por falta de disponibilidade de um dos membros, mas nos meses seguintes, até ao  último ano, falou-se sempre em recomeçar.

Agora atentem n' “um dos projectos vencedores do BES  Revelação 2011”


Gonçalo Gonçalves, Luís Giestas e Almeida e Silva apresentam o seu projecto como um colectivo. O processo posto em marcha consistirá no envio, por parte de um dos membros do grupo, de uma fotografia ou algo “photography media related” para os outros dois. Após a sua recepção, cada membro do grupo criará um novo trabalho, em resposta aos recebidos e envia-os para os outros dois membros e assim por diante. Este processo terá o seu início de imediato e até um mês antes da inauguração da exposição, período durante o qual darão forma a um trabalho final de carácter expositivo.

E esta, hein?!

29.7.11

perder-se-á

Quando por aqui passares, quero que te apercebas que um dia também já não te lembrarás do dia zero. Existiu, mas ficará tão perdido como este. Terás que ir a um sótão, a uma cave, a uma garagem, a um baú, a um caixote, para o encontrar. Ficará perdido no meio de todos os dias em que choraste pelo dia menos um. Ficará perdido no meio de tudo que usaste para contrariar a angústia. Ficará perdido nas pessoas que não queres voltar a ver nunca mais. Ficará perdido nas músicas que deixarás de ouvir. Ficará perdido no meio de todos os gestos que os teus amigos te dedicaram. Ficará perdido no meio de todas as palavras bonitas que encontraste. Ficará perdido nas tuas vitórias. Ficará perdido nos teus romances. Ficará perdido nos dias de sol, de mar, de água, de flores, de pop, de algodão que entretanto virão. Ficará perdido numa grande paixão. Ficará perdido no amor. Ficará perdido numa alegria emergente. Ficará perdido na tranquilidade que se dará finalmente à bomba que agora te parece quase desfeita de tanta mágoa. E nessa altura eu vou-te lembrar deste dia. Do dia quinze.

8.7.11

30.6.11

Stop se não lhe causar muito incómodo

Ontem estive envolvida na mais recreativa operação stop da minha vida! Ao sair da A1, eram cerca de duas horas da noite, vi ao longe o aparato policial que há sempre nestas operações e a indicação para que encostasse. Se à partida já não é muito entusiasmante parar numa operação stop, muito menos o é quando se está a chegar àquelas horas a casa, se esteve a trabalhar, se tem sono e é necessário levantar cedo no dia seguinte…
E nós – eu e os meus queridos sócios – não sabíamos, mas ainda pode haver pior do que ser mandado parar àquela hora, cansados e com sono. Podemos ser mandados parar àquela hora, cansados e com sono, para a primeira operação stop de meia dúzia de gê-éne-érres que deverão estar a vestir a farda pela primeira vez.
Enquanto à minha esquerda a única mulher da companhia me batia a mais maquinal continência, do lado direito, em cima do passeio, podíamos ver uns cinco ou seis jovens, imberbes e franzinos, que se alinhavam como os pinguins à beira mar no pólo norte, mas com o semblante assustado de quem acabou de chegar numa carruagem a auschwitz e não sabe bem o que lhes espera.
Dentro da viatura, dividiamo-nos entre o desespero de irmos servir de cobaias àqueles jovens e a vontade de rir – que por vezes se transformava mesmo em sorrisos demarcados – por toda aquela ambiência pitoresca.
A menina - que fugiria a correr se eu lhe mandasse um grito - pediu-me formalmente “os seus documentos e os da viatura” e ficou a observar a minha carta e o cartão de cidadão enquanto eu procurava os documentos do carro. Entreguei-lhe o documento único, o comprovativo da inspecção e o seguro e enquanto ela tentava coordenar nas mãos tanto papel e plástico chegou, do outro lado da estrada, um mais experiente GNR que lhe veio dar indicações de como deveria agir. Levou-a para a frente do carro para que confirmasse com os documentos de que se tratava realmente da viatura em causa nos mesmos e abeirou-se dos pinguins à nossa direita dando-lhes indicações de procedimento, enquanto a assustada menina regressava à minha esquerda, com todos os documentos empilhados na palma da mão e me perguntava, bebeu alguma coisa?! […] Não?! Então pode-me mostrar o triângulo e o colete, por favor?! [Nem vamos imaginar o que ela quereria que eu lhe mostrasse se tivesse bebido.] Fomos à mala e mal ela vislumbrou o triângulo, quase culpabilizando-se por nos ter feito sair do carro, disse logo que não precisávamos de o tirar. Mala fechada e eu sentada novamente ao volante, agradeceu e desejou uma boa viagem enquanto do lado direito lá continuavam os pinguins muito hirtos e talvez já a desconfiar que lhes esperava um resto de vida de trabalhos forçados. O GNR veterano acenou-nos um trejeito de agradecimento envolto num sorriso de professor grato por termos ajudado as suas crianças. E nós seguimos viagem em sorrisos, por finalmente se poder comentar aquele episódio. Nos quilómetros que me levaram a casa, fui acompanhada por um sorriso e a imagem - quase fofa - dos pinguins assustados à direita da viatura.