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| Maio de 1983 |
30.1.12
20.1.12
stuttgart
Está a nevar!!! Nevou-me nos braços esticados!!! No meu blusão, no pom pom do meu gorro havia neve!!! Fiquei tão feliz que até me esqueci que um par de horas antes torci o pé nas escadas do museu da mercedes e estive deitada nas escadas a tentar não desmaiar com a dor! A empregada do bar da mercedes foi uma querida. E pela quarta vez na minha vida tive de beber um café. Infelizmente, desta vez, não foi para dar sangue... Agora estou a fazer gelo no meu tornozelo inchado e besuntado com voltaren schmerzgel, enquanto os meninos fazem o jantar! Acho que já não vou esquiar amanhã...
8.1.12
2.1.12
1.1.12
2012
Vou começar a fumar e a beber whiskey - naquelas garrafas, bastante filmográficas, pequenas e cromadas.
Se não resultar, vou tentar ser muito bonita!
31.12.11
D. Milú e a crise económica
[no dia em que se discutia a possibilidade de menos três dias de férias por ano]
«Mais vale eles tirarem tudo e no fim dizerem antes com o que é que nós ficamos!»
30.12.11
memórias
«e acabou... hoje foi o último dia. foram quase seis anos. e a senhora sempre tão forte e optimista que já passou por tudo e mais alguma coisa e que me faz acreditar que é possível sorrir depois da dor, também não aguentou. e pela primeira vez vi-a chorar. e só a água a surgir-lhe nos olhos já me desabava por completo. chorámos. chorámos todas. chorámos muito. fiz o meu caminho em lágrimas e as pessoas olhavam-me e pensavam para elas uma explicação. ninguém pode ter acertado.»
29 de Dezembro de 2009
21.12.11
fotografia
De repente, é como se não existisse.
Sem sequer ter ido a lado algum.
Existem apenas as memórias.
As memórias morrem com quem as tem.
Talvez até antes.
19.12.11
creepy
É um pouco assustador que, apenas algumas horas depois de ter selado a minha única carta para Kim Jong Il, tenha recebido a notícia da sua morte.
12.12.11
8.12.11
28.11.11
Querido diário
Já submeti o meu trabalho. Com quatro minutos de atraso. Sinto-me cansada, mas sem sono. O Francisco Frederico chora como se compreendesse a crise. Como o benfica ontem ganhou, o Virgílio hoje não bateu na mãe. Eu estive com o Rui Zink e trouxe novamente aquela maravilhosa sensação de que posso ser alguém melhor. Acabo de me aperceber que o fado sempre foi elevado a conselho património mundial e... I couldn't care less... [é grave?! - o facto de não me importar e não o facto de me armar e usar a língua inglesa para me expressar]. Os dias passam e fica a sensação de que o tempo corre mais do que anda. Tenho tanto para fazer... e no entanto, passo dias inteiros a ocupar-me do que não me interessa para poder chegar onde quero. Raio de lógica...
Agora que já materializei para mim mesma - e para quem quer que possa aqui vir - o que me vai no pensamento, vou beber um copo de água e vou ler até o sono apanhar o ritmo do corpo.
Agora que já materializei para mim mesma - e para quem quer que possa aqui vir - o que me vai no pensamento, vou beber um copo de água e vou ler até o sono apanhar o ritmo do corpo.
3.11.11
não diga mais...
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre, achou por bem e oportuno aconselhar os jovens portugueses desempregados a… emigrar. Verdade. Vem nos jornais e não foi desmentido.
Pode parecer insólito que um governante, perante uma situação de emergência nacional, só tenha para dizer aos respectivos governados que lhe desamparem a loja. Vão para longe, mostrar o que valem, e se um dia decidirem voltar não se esqueçam de trazer algum ‘know how' na mala de cartão. Poderá também acontecer que o governante tenha procurado ir ao encontro dos desejos dos governados que, face ao modo como o País é administrado, sintam um irreprimível desejo de fugir daqui para fora. O jovem governante pode ainda ser dos que pensam que o maior problema de Portugal é o dos portugueses. Despachar os jovens desempregados que, segundo o Eurostat, são mais de 27 por cento dos portugueses com 25 anos ou menos, seria em tal perspectiva um valioso contributo para a resolução do problema nacional. Seja como for, o conselho do neófito governante é a mais explícita declaração de falência de uma política apresentada por um dos seus executantes.
A verdade é que não há um dia - um que seja, para amostra - em que se dê por qualquer medida positiva em relação à população em geral e aos jovens em particular. A pretexto da crise, Portugal está a seguir uma política de terra queimada em matéria de direitos sociais e laborais, do direito ao trabalho ao direito ao descanso, passando pelo direito a uma remuneração justa. E que ninguém duvide que nada disto tem carácter provisório, pelo contrário, tudo vai continuar a regredir.
Uma terra que escorraça os filhos não é uma Pátria. É a madrasta cruel dos pesadelos dos filhos.
joaopaulo.guerra@economico.pt





















