Ainda não eram nove da manhã já o bes, o coisas, a fnac e a cp me tinham enviado os parabéns! Ainda dizem que as grandes empresas não têm proximidade com o cliente... Gostava de saber quantas pessoas se levantariam às seis da manhã para me enviar um e-mail de parabéns!!! São uns queridos! Uns queridos!!!
30.5.13
28.5.13
quando o telefone toca[va]
No tears are falling from my eyes
I'm keepin all the pain inside
Lazy, David Byrne
22.5.13
18.5.13
17.5.13
pisca-pisca
Por várias vezes já me pareceu ver luz ao fundo do túnel. Nessas alturas
sobe por mim acima uma enorme esperança e alegria. Uma esprangria. [ò pra mim a
imitar o zink*]. Mas depois a luz apaga-se… Lá se vai a esprangria. Depois
volto a ver a luz e lá vem a esprangria!!! Mas depois a luz apaga-se…
Esta semana percebi. É um pirilampo.
[*Helena morde os lábios. Com pena? Com raiva? Com penarraiva.
Apocalipse nau, Rui Zink]
16.5.13
so far
Às vezes as pessoas querem desaparecer e falam logo em morte! Eu quero morrer! Eu hoje quero morrer! Ligam o simples [?!] e compreensivo facto de estarem saturadas e quererem desaparecer, ao suicídio! Tornando tudo muito pesado. Eu às vezes quero desaparecer. Eu às vezes penso em desaparecer. Mas sempre que o penso, imagino-me a conduzir sem destino horas a fio [eu gosto muito de conduzir. ainda que isso possa não ser muito seguro para a população em geral], mas depois voltaria! É esse o meu suicídio. É poder pegar no carro e conduzir, conduzir, conduzir como se não existisse mais nada.
Mas agora, com os cortes no salário, a brutal carga de impostos e ao preço a que está a gasolina, já nem me suicidar posso...
Mas agora, com os cortes no salário, a brutal carga de impostos e ao preço a que está a gasolina, já nem me suicidar posso...
12.5.13
os paraísos da Terra
Hoje descobri que, em Vila Moura, existe um sítio onde vendem pizzas de leite condensado!
11.5.13
8.5.13
Crónicas de uma mal empregada #13
Hoje o chefe 1 quase me bateu! Infelizmente acobardou-se ao último segundo... [sim, já chegámos a este ponto! nem eu sei como!] Foi com grande pena minha que a cobardia tenha superado a acefalia... A melhor coisa que me podia ter acontecido hoje era ele ter-me mesmo batido... Não se pode ter tudo... A desgraçada da minha amiga I. é que teve um treco [ou, como se diz na gíria, um ataque de pânico] quando percebeu que ele me ia bater. Tiveram de lhe dar um calmante e tudo... a infeliz ficou completamente ko... Eu mantive sempre uma aparente calma impossível. É tão bom perceber que somos superiores a estas bestas!
bom dia...
Eu queria ser como eu,
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?
Hoje Quem?, Nuno Prata
Deus, Pátria e Família
«[...] nós também somos os nossos amigos. Até já escrevi que a amizade é a forma mais alta e mais desprendida do amor. E a família é também uma forma particular de amizade. Nestes tempos em que tudo se desmorona, é o que sobrevive: a amizade, o amor, a família.»
Manuel António Pina,
entrevista de Carlos Vaz Marques,
«Ler», Janeiro de 2012.
7.5.13
6.5.13
Passos de Gaspar
Deste governo, e para já, guardo que estou a viver abaixo
das minhas necessidades para que eles possam viver acima das minhas
possibilidades. Que mentem com quantos dentes têm na boca [mentem todos, eu
sei!]. Que se formos realmente ricos, podemos roubar milhões e viver à grande,
porque os outros pagam. Que tornaram o país num lugar impossível. Não só para
jovens. Para todos. Nós não temos futuro aqui. Os meus pais não vão ter a vida
que merecem depois de décadas de trabalho. Que 1/3 do meu ordenado é para
impostos. Que esse terço não se traduz em nada de melhor para os outros. Que ganho o mesmo que ganhava em 2008, tendo sido já promovida duas vezes depois disso. E, muito especialmente, que
quando, finalmente, 11 anos depois o meu aniversário voltaria a ser feriado, eles
acabaram com ele!
3.5.13
Chegou o dia [e foi ontem]
Um dia iria inevitavelmente chegar ao ponto de me sentir
genuinamente feliz por alguém me atribuir uma idade inferior à real. Ontem foi
o dia.
Os meus coleguinhas da escola, que são miúdos impecáveis –
vou tentar explicar-vos em breve – têm maioritariamente 19/20/21 anos.
Ontem, enquanto aguardávamos sentados pelo início de uma aula, uma dessas
minhas colegas olhou-me de frente, com o seu olhar bem dirigido para a minha
testa, e riu-se com semblante maroto! Antes que dissesse alguma coisa, eu,
tendo plena noção que os cabelos brancos que escorrem pela minha testa já não
passam despercebidos a um míope com 7.25 de dioptrias em cada olho e sem
óculos, antecipei-me sorrindo e disse qualquer coisa como “Sim, estou velha!
São só cabelos brancos! Ainda esta semana a minha afilhada me tirou uma
fotografia bem próxima e eu só consigo ver nela cabelos brancos!”. A Rita,
sempre muito querida, alvitrou que me ficavam muito bem! Que eu ficava gira
assim! Até me pareceu honesta, mas… quando um não quer ferir susceptibilidades,
tudo é possível.
Entretanto ela perguntou-me muito directamente aquilo que
todos devem andar desejosos de me perguntar há quase dois anos, Que idade é que
tu tens?! Que idade é que tu me dás?! Lancei eu a bola para o campo dela. Por
esta altura já todos estavam concentrados nesta conversa. Hum… 30?!! Ora nem
mais! Acertaste em cheio! Ela ficou com
uma cara genuinamente incrédula e exclamou quase em choque Tu és mais velha que
a minha irmã!!! Se a tua irmã tiver menos de 30 anos, sou! Brinquei eu! Fogo…
tu não pareces nada ter 30 anos... [o meu coração começou a regozijar-se
levemente]. Mas acabaste de me dar 30 anos!!!... Oh!
Eu disse 30 para me meter contigo… E entretanto começaram todos a dar palpites
sobre a minha idade e em consenso ninguém me dava mais de 25 anos! Fiquei muito
contente! É que fiquei genuinamente satisfeita! [a minha primeira vez!]
É que eu não me importo de ter 30 anos! [quase 31] E nem me
importo de ter aspecto de quem tem 30 anos! [quase 31]. O que me importa é ter
espírito de… velha! É que eu vejo TANTA gente da minha idade que tem uma
postura e um comportamento tão adulto [leia-se entediante] que me assusto de
poder cair naquela conduta. Mas acho que não! Acho e espero que continue a ser
uma rebelde moderada. Um espírito controladamente livre.
2.5.13
crónicas de uma mal empregada #12
A minha amiga I. perguntava-me que bandas vinham à queima
das fitas este ano. Eu respondi-lhe as únicas que decorei, Quim Barreiros, como
não poderia deixar de ser, e Gogol Bordello. Ela repetiu interrogativa, Gogol
Bordelo?! [ela perguntou só com um L porque não conhecia a banda e não sabia
que se escrevia com dois] E a besta do chefe 1 perguntou [reitero que, como
sempre, ninguém lhe perguntou nada ou o tentou incluir na conversa], todo
prepotente e com desdém, não conheces Gogol Bordelo?!* Fogo… Vai ser uma
bruta rave! Vêm autocarros de madrid e tudo!
[…]
*afinal ele também não sabe como se escreve e disse só um L…
1.5.13
29.4.13
28.4.13
zero virgula cinco
há tantas entidades que pedem que o destino de 0,5% do imposto que irei pagar ao estado lhes seja dirigido, que tomei a decisão de escrever o nome de todas - as que considero - num papelinho e fazer um pequeno sorteio para obter uma decisão final!













