24.8.13

flipper

não me lembro de alguma vez ter tido umas férias tão férias. 
talvez tenha tido. mas não me lembro. lembro-me bem destas. 
já acabaram, mas foram umas férias à séria! eu merecia...

23.8.13

Crónicas de uma mal empregada #19 e #20 [esta conta por dois!!!]

"Houve um sismo? Onde?
[...]
Ah! Se foi no México não faz mal que aquilo é só ciganos"

Não tenho nadinha que calçar #86 clássico e retro

Reebok Classic Leather Retro Suede Italy


22.8.13

Crónicas de uma mal empregada #18

Na noite de 14 para 15 de Agosto sonhei que o sítio onde trabalho tinha sido demolido, ou tinha implodido, ou rebentado, ou explodido! Não sei. O que sei é que estava tudo em escombros!

21.8.13

11.8.13

quero-me morenar


I saw a friend of yours today
She called me over just to say "I dunno if you've seen her lately but God she's looking rough".
[...]
Find something else to do with your time & do it quickly while you've still got the chance. 

Have You Seen Her Lately?, Pulp

5.8.13

Tenho uma confissão a fazer...

Na realidade, eu até tenho qualquer coisinha que calçar... Não tenho muito, mas tenho qualquer coisinha...



1.8.13

e agora... um bocadinho pequenino de texto!

Declaração pública

Muitos de vocês já sabem, outros desconfiarão, muitos não farão a mais pequena ideia, mas…

Tomei conhecimento do Movimento Cidadãos por Coimbra no dia 24 de Fevereiro de 2013! Tendo em conta a total confiança que deposito na pessoa que o partilhou comigo, sabendo tudo o que tem feito por Coimbra e lendo as sete ideias fundamentais por que se regiam, não hesitei por momento algum assumir-me como apoiante deste movimento independente que pretendia ser candidato às eleições autárquicas!

Um dia, a coisa mais inesperada aconteceu, convidaram-me para fazer parte deste movimento! Mas uma parte muito activa! Pertencer à lista que se candidata à Câmara Municipal! Fiquei incrédula e baralhada. Eu sou “apenas” a Francisca. Eu não gosto de política e mal tenho tempo para respirar no meu dia-a-dia! E por azar, era mesmo isso que eles queriam! Simplesmente uma Francisca que sabiam activa. Eu fui chamada por ser uma cidadã que, na sua pequena escala, luta por uma cidade melhor. Por ser uma cidadã que decidiu ficar! Fui chamada, especialmente, porque tenho uma loja na baixa há 8 anos e luto diariamente com os meus sócios para que ela cresça! Porque sei quais os obstáculos com que nos deparamos! Porque tenho noção de muito do que é preciso! Porque tenho noção do pouco que fazem por nós! E pela primeira vez em 8 anos, alguém quis saber dos comerciantes da baixa, dos seus problemas, dificuldades, preocupações – alguém veio ter connosco e nos perguntou! Alguém nos mostrou propostas! Concretas! Concretizáveis!

Enquanto cidadã, já trabalhei e colaborei com imensos projectos. Destacando a companhia de teatro a Prensa, o jornal universitário de Coimbra, a equipa que revitalizou a secular revista Via Latina. Trabalhei no Magazine de Arte de Coimbra e Afins (MACA), trabalho há dez anos profissionalmente como fotógrafa da Marionet e trabalho com a associação cultural Lugar Comum, que está prestes a festejar o seu 5º ano de existência!

Reitero, não tenho quaisquer aspirações políticas! Quem me conhece sabe bem disso! E quem me conhece sabe também as horas de sono que tenho perdido na última década a trabalhar para bens comuns, deixando-me muitas vezes em segundo plano. E quem me conhece sabe também o quão absolutamente nada costumo receber por isso! Faço-o por amor! Por querer algo melhor para Coimbra, para todos!

De repente vejo-me enredada entre pessoas como eu. Que podem ser professores, ou administrativos, que podem ser estudantes, ou estar desempregados. Mas todos estão a lutar por Coimbra! Estão a inteirar-se dos problemas! Estão a ouvir os cidadãos! Estão a procurar e encontrar soluções!

Estas pessoas à minha volta não são políticas, são amantes da nossa cidade! E se calhar foi isso que faltou nestas últimas décadas, alguém que amasse realmente a cidade. E se me dizem que eu posso fazer uma pequena diferença nesta luta, então a minha posição não poderia ser outra do que arregaçar as mangas e meter as mãos ao trabalho! Porque sei que o pouco que posso dar, somado ao muito que todos podem dar, pode fazer de Coimbra a cidade que ela pode e merece ser! Grandiosa!

Eu sonho com uma Coimbra mais cultural! Com uma Coimbra que dê o devido valor e o merecido apoio a tantas instituições culturais que existem nesta cidade e tanto fazem por ela!

Eu sonho com uma Coimbra com uma baixa e uma alta reabilitadas e habitadas! Onde haja sempre movimento! Onde haja sempre vida!

Eu sonho com uma Coimbra em que as pessoas não tenham medo de atravessar as principais ruas da cidade às 8 da noite!

Eu sonho com uma Coimbra que faça das margens do Mondego um infindável parque verde, com infra-estruturas que sirvam os seus cidadãos! Que os aproxime da natureza e do desporto!

Eu sonho com uma Coimbra mais igual e mais atenta às necessidades específicas de muitos!

Eu sonho… muito!

Mas também já vi muitos sonhos tornarem-se realidade! É por isso que estou aqui, neste movimento! Para transformar sonhos em realidades!

Por favor, não me vejam como uma política, que nunca serei. Continuem a ver-me como a Francisca. Porque é ela que sou e serei; apenas com um pouco mais de trabalho a acumular! Eu sou uma Cidadã por Coimbra! E acredito que as pessoas estejam fartas de que sejam sempre os mesmos a gerir-nos. Sim, sou uma romântica e acredito que dia 29 de Setembro as pessoas vão votar no amor pela cidade e não, mais uma vez, num ciclo político viciado. Acredito que a grande percentagem de cidadãos que não tem votado, ao conhecer o nosso projecto, volte às urnas, porque afinal há uma alternativa!

Pelo romantismo, pelo amor, por Coimbra!

Francisca Moreira
Movimento dos Cidadãos por Coimbra

Há-os assim!



"É o indivíduo que não está interessado no seu semelhante quem tem as maiores dificuldades na vida e causa os maiores males aos outros. É entre tais indivíduos que se verificam todos os fracassos humanos"                     

28.7.13

No dia 17 de Julho, foi mais ou menos assim

“Coimbra com Centro, Um Centro com Gente” foi o mote para o debate realizado na noite de 17 de Julho pelo Movimento Cidadãos por Coimbra sobre Reabilitação Urbana. Mais de meia centena de cidadãos fizeram questão de ocupar simbolicamente e tornar vivo o Terreiro da Erva. Situado junto às ruínas e crateras abertas na Baixa de Coimbra pelas demolições realizadas a pretexto da vinda do Metro de Superfície, a poucos metros da R. da Sofia, classificada de Património Mundial, mas em elevado estado de degradação e abandono, este espaço degradado da Baixa poderia ser um dos focos de uma intervenção exemplar, no sentido de requalificar e revivificar o centro histórico, em particular a partir da economia criativa.
A reabilitação do centro histórico foi considerada unanimemente pelos intervenientes como a prioridade das prioridades para Coimbra, para a qual é necessária uma forte vontade e decisão política e planos de acção concertados em várias áreas no sentido de trazer gente para a Baixa e a Alta. Sem a promoção da habitação, considerou o candidato à Presidência da Câmara, José Augusto Ferreira da Silva, não será possível recuperar o centro histórico e a classificação como “Património Mundial” não passará de um título vazio.
 José António Bandeirinha, arquitecto e candidato à Assembleia Municipal, sublinhou a importância e o valor de Coimbra como eixo articulador do território situado entre as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, bem como do território que se estende para as cidades do interior e até no contexto ibérico. Para exercer este papel, fundamental numa perspectiva de desenvolvimento, Coimbra necessita, segundo Bandeirinha, de densificar e consolidar um centro que se estende a toda a cidade infra-estruturada. Rejeitando políticas que continuam a optar pelo licenciamento de construção nova em zonas periféricas que promovem o desmembramento da cidade e tornam incomportáveis o custo da extensão de infra-estruturas e da gestão de outros serviços, Bandeirinha sublinhou que a requalificação do centro passa por intervenções de qualidade no edificado e, sobretudo, pela intervenção no espaço público. Segundo o arquitecto, é indispensável vontade política para que os serviços públicos de âmbito local, regional e nacional não abandonem o centro, como tem vindo a acontecer, preservando-se assim as âncoras que trazem as pessoas ao núcleo da cidade. Sublinhou ainda que a intervenção no espaço público não pode ser uma questão de gosto, mas uma intervenção inclusiva, com atenção às acessibilidades, que permita a todos/as os/as cidadãos/ãs sentir e apropriar-se desse espaço como seu. Para Bandeirinha, património é exactamente esse espaço vivo e ocupado com o qual todos/as nos relacionamos.
No mesmo sentido, Luísa Bebiano Correia, arquitecta candidata à Assembleia de Freguesia de Santo António dos Olivais, advertiu para os perigos da transformação do “património” num espaço musealizado e mercantilizável, para consumo turístico, secundarizando a sua dimensão viva. A partir de um estudo que realizou na pequena fábrica de louça pintada à mão que funcionava no Terreiro da Erva, Luísa Bebiano reflectiu sobre o papel da arquitectura na intervenção sobre espaços e edifícios que carregam consigo a memória de quem os habitou, neles trabalhou, sobre eles pensou e neles viveu percursos diversos. O trabalho de arquitecto transforma-se, assim, num olhar e ouvir e numa relação de afecto. Salientou como a fábrica desactivada foi já objeto de um projecto na área da arquitectura e do design, proposto à Câmara Municipal de Coimbra, inclusivamente com propostas de outras intervenções de reabilitação no Terreiro da Erva, e que esta tem sucessiva e absurdamente recusado. Para Luísa Bebiano, os edifícios vazios, degradados e entregues à especulação devem ser sujeitos a políticas de expropriação e de ocupação ativa, nomeadamente para e por pessoas sem habitação, no contexto da crise atual. Esta ocupação ativa tem ainda a vantagem de transformar os edifícios em lugares de afetos, dado o envolvimento colectivo na sua reabilitação. Segundo a arquitecta, a reabilitação do centro tem de passar por intervenções de diversas áreas, nas quais a cultura assuma papel central.
Por fim, Francisca Moreira, estudante, descreveu a sua experiência como comerciante da Baixa, proprietária da loja “Gang of Four”, sita inicialmente no Terreiro da Erva e depois na rua Visconde da Luz. Francisca Moreira descreveu os obstáculos quase intransponíveis que enfrenta quem quer instalar negócios na Baixa, os quais começam no preço extremamente elevado das rendas dos espaços e se estendem às condições absurdas impostas pela burocracia camarária, passando pela insegurança devida à falta de gente na Baixa e à falta de policiamento adequado. Elogiando iniciativas como as “Noites Brancas”, da Agência para a Promoção da Baixa, Francisca Moreira propôs a captação de lojas âncora pela Câmara e salientou a necessidade de os comerciantes se empenharem e colaborarem em rede, de modo a criar sinergias que o fortaleçam na concorrência com os centros comerciais, aos quais os poderes camarários atribuem todo o tipo de facilidades que não concedem aos empresários no centro histórico.
O debate que se seguiu deu voz a intervenções pertinentes da plateia. Entre outros, Pedro Bingre, candidato à Câmara Municipal, reforçou a necessidade de promover a habitação, num contexto historicamente novo que é o da desvalorização do imobiliário e da crise do sector da construção, criando, como propõe o Movimento Cidadãos por Coimbra, uma Agência Municipal de Arrendamento. Serafim Duarte, candidato à Assembleia Municipal de Coimbra, chamou a atenção para o abandono dos Colégios da Rua da Sofia, sugerindo a sua recondução à função historicamente original de residências universitárias, o que permitiria trazer gente para a Baixa. Chamou ainda a atenção para a falta de operatividade da Sociedade de Reabilitação Urbana, nomeadamente na perda de várias oportunidades de candidatura a fundos europeus para a reabilitação urbana. António Luís Quintans, comerciante, fez o historial da decadência do comércio na Baixa, responsabilizando os poderes públicos pelo desleixo que leva ao encerramento de lojas durante vários anos e pela falta de regulação, entre outros, dos valores do arrendamento de espaços comerciais.

26.7.13

o minuto trinta e um, das dezassete horas da passada sexta-feira, foi o primeiro minuto do resto da minha vida

NUNCA me senti tão feliz e aliviada por estar de férias. E não se fala mais nisso.

25.7.13


Oh, yes! That's it!


Advertências

Ler sempre as advertências. Em caso de alucinações, consulte o seu médico.

24.7.13

Advertências

Dormir menos de 4 horas durante vários dias seguidos pode causar sonolência. Em casos extremos, pode mesmo chegar a provocar cansaço.

Hip hip Hooray

O meu computador esteve quase 3 semanas sem dar tilt!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Finalmente voltou ao normal. Desta vez parece aquele papel para treinar caligrafia!
[mas em ponto muito pequenino]




E pode-vos parecer estranho, ou má vontade, mas sinto uma dificuldade acrescida em ler notícias e e-mails e até, imaginem, trabalhar com programas! Ele há coisas...

Hoje há uma sessão a não perder em Coimbra!


Obrigada, obrigada, obrigada [ler com voz de amália]

Chegámos às duas. De rastos. Ao fim de horas de trabalho... Mas o circo ficou montado! Em breve darei notícias!

23.7.13

Crónicas de uma mal empregada #16

A minha colega, a única que está a trabalhar comigo, passa o dia todo a falar sozinha. E exalta-se imenso! Atira questões para o ar, que às vezes ainda julgo que são para mim. Mas não são. E ralha com os documentos e com pessoas - que não estão lá, que ela nem sabe quem são! Ao fim de 49h isto começa a ser deveras cansativo…

amores de verão



foi há quase um ano. nunca mais lhe escrevi...
e agora dizem-me que eu tenho dois amores.



S. isto começam a ser coincidências a mais...

22.7.13

as eficazes equipas técnicas

A instalação do medo é uma coisa rápida. Antes que dê por isso, já ele está instalado e pronto a usar. Antigamente levava anos. Agora, com as novas tecnologias, é apenas uma questão de minutos.

A instalação do medo, Rui Zink

Crónicas de uma mal empregada #15

Nem sempre 5 pessoas conseguem fazer o trabalho que nos é destinado. Uma destas 5 pessoas está há um ano de baixa por doença neurológica e nunca o substituiram. No último mês – e porque é altura delas – os meus colegas têm tido férias. [Eu sou a única que ainda não teve]. Por esse motivo há mais de 1 mês que estão sempre apenas 2 pessoas a fazer o trabalho que nem 5 conseguem fazer! Cada dia que passa somos mais pressionadas. Enquanto nos estão a pressionar [e muitas vezes a tratar mal], nós não conseguimos trabalhar, o que faz com que o trabalho se atrase ainda mais. A solução daquelas mentes brilhantes [Deus Nosso Senhor abençoai tanta ignorância] é por-nos às duas a fazer 2 horas extraordinárias por dia! Porque isso faz muito mais sentido do que colocar a ajudar-nos colegas que choram porque não têm nada para fazer durante todo o dia, ou mesmo aquelas pessoas que passam o dia na internet, no café, ou noutros sectores a conversar porque não têm nada que fazer! Porque ajudar duas míseras empregadas, se lhes podemos provocar um esgotamento, right?!