29.11.13

black friday?!

black november...

21.11.13

Uns olhos que combinassem com o mar

Queria andar de bicicleta no verde. Queria correr na areia da praia. E também molhar os pés, mesmo estando frio. Queria andar dentro de um carrinho num supermercado. Queria andar muito de balancé. Também podia ter uma camisola do Mickey, mas não era importante. Queria ir a uma lavandaria pública lavar as camisolas. Queria dançar muito. Muito. Mesmo muito. Lá fora. No verde, também. Queria sentir-me mais leve. Queria ter o cabelo encaracolado, curtinho e uma franja. Uns lábios bonitos para estarem pintados e pintar as pálpebras de cores vivas. E pintar as unhas das mãos, também queria pintar as unhas das mãos. Queria ter uns dentes bonitos e estar sempre a sorrir.

Esta noite vou ver Silva.

Hoje é dia de festa e canta a minha alma pela minha ALMA!

Olhar para ela transporta-me para um momento em que só precisava de me contorcer à janela para vos ver e receber um sorriso. Nesse momento e sempre que olho para esta fotografia mais nada importa. 

ALMA, Novembro 2013

Fotografia: ALMA, algures em 2005. E devia ser verão!

20.11.13

sweet dreams [are made of this]

Vou mas é dormir antes que aconteça humanidade outra vez.
S.M.

18.11.13

I'd rather be high*

Eu quero comprar coisas da Louis Vuitton!!!!!!

Jonas, eu dou cabo de ti!!!!!!!!!!!!!!
*David Bowie [The next day]

um gato branco à janela de um prédio [bastante alto]



(…)
Paro um pouco a enrolar o meu cigarro (chove)
e vejo um gato branco à janela de um prédio bastante alto…
Penso que a questão é esta: a gente -  certa gente – sai para a rua,
cansa-se, morre todas as manhãs sem proveito nem glória
e há gatos brancos à janela de prédios bastante altos!
Contudo e já agora penso
que os gatos são os únicos burgueses
com quem ainda é possível pactuar -
vêem com tal desprêso esta sociedade capitalista!
Servem-se dela, mas do alto, desdenhando-a…
Não, a probabilidade do dinheiro ainda não estragou inteiramente o gato
mas de gato para cima – nem pensar nisso é bom!
Propalam não sei que náusea, retira-se-me o estômago só de olhar para eles!
São creaturas, é verdade, calcule-se,
gente sensível e às vezes boa
mas tão recomplicada, tão bielo cosida, tão ininteligível
que já conseguem chorar, com certa sinceridade,
lágrimas cem por cento hipócritas.
E o certo é que ainda têm rapazes de Arte, gente
que pôs a alegria a pedir esmola e nessa mesma noite foi comprar para o cinema
porque há que ir ao cinema, ele é por força, é por amor de Deus, ah, não! não!
isso não!, não se atravessem nesta bilheteira!!
Vamos estar tão bem! Vai tudo ser Tão Bonito!
Ah, e quem é que, vê o logro? A quem é que isto cheira a ranço?
Porque é que a freguesa de Panos Limitada não exige três quartas de cinema
e sim três quartas partes pretas de lã carneira?
Porque é que a pianista compra do Alves Redol
quando está a pensar nas pernas e no peito do louro galã yankee?
E porque raio despede o senhor Director três humílimos empregados
quando a verdade é que já lá vão três meses e ainda
não viu um que lhe enchesse
as medidas?
- Com certa espécie de solidariedade
lembro-me de ti, Mário de Sá-Carneiro,
Poeta-gato-branco à janela de muitos prédios altos…
Lembro-me de ti, ora pois, para saudar-te,
para dizer bravo e bravo, isso mesmo, tal qual!
Fizeste bem, viva Mário!, antes a morte que isto,
viva Mário a laçar um golpe de asa e a estatelar-se todo cá em baixo
(viva, principalmente, o que não chegaste a saber, mas isso é já outra história…)
E com uma solidariedade muito mais viva
lembro-me de ti, meu vizinho de baixo,
sapateiro-gato-branco mas no rés-do-chão, desta vez
É curioso que não te possas suicidar
só porque a tua janela está ao nível do mundo
e que cantes alegremente de manhã à noite
com uma casa de seis andares em encima de ti.
Também tu foste empurrado, também te disseram: Fora, gato!
Mas achaste isso quase natural (e não o é, deveras?)
E agora, guardando em ti todas as tuas grandes qualidades
vais vivendo um pouco à margem, um pouco no quinto andar…
Deito fora o cigarro que já me sabia a amargo
e decido-me a andar mas para quê ? Mas para onde ?
As lojas estão todas abertas mas nunca se viu coisa tão fechada
Ah! heróis do trabalho, que coisas raras fazeis!
Não sou um proletário – vê-se logo
- mas odeio cordialmente a gataria
e quanto a crocodilos, nem os do Jardim Zoológico me atraem
quanto mais estes! E aqui é que começa o embróglio…
O pouco amor que eu tive aos meus emblemas*
deixei-o todo numa casa de passe
quando me perguntaram: quer assim ? Ou assim ?
E agora, era fatal, falto ao escritório,
falto ao escritório, pontualmente, todas as manhãs.
Mas vejamos, ó minha alma, se podes, arrumemos
um pouco a casa escura que te deram.
(…)

Mário Cesariny de  Vasconcelos, louvor e simpificação de álvaro de campos,
 de acordo com a impressão original

* ler: “O pouco amor que eu tive à burguesia”

15.11.13

animalismo e sedução

Parabéns e para sempre!

14.11.13

9

nove
anos de uma vida em forma de cinquenta e três

10.11.13

You're praying for a savior who's exceptional

Photobucket

Well candles burn you warm and safe
You lock your door, control your space

And curtains drawn, you think that you're impenetrable

But demons, they don't live outside

They burrow deep where they can hide

Inside us safe, you will still feel vulnerable...



however many takes it takes, vandaveer foto: Shervin Lainez

5.11.13

Os dizeres da D. Milú #267

«Aquilo anda tudo num virote!»

Crónicas de uma mal emprega #22 ou o sonho de uma vida


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH Está tudo bem! Não há nada para ver! Podem passar para o post seguinte.

2.11.13

I Love You Cause I Have To Make Everything Ok*

cats live on my lap


*Dogs Die In Hot Cars

Eu não acredito em bruxas, mas...

Nunca fui supersticiosa. O número treze incomoda-me tanto como o doze, o onze, ou o setenta e sete. Nunca fiquei preocupada por partir espelhos - e já os parti! Varreram-me os pés e eu casei-me. É usual abrir chapéus de chuva no interior para os mostrar, experimentar, ou sacudir alguma coisa lá de dentro. Por muito que possam duvidar de mim, gosto de gatos de todas as cores, e acho os pretos bem bonitos! Também já passei por baixo de escadas sem qualquer problema e nunca reparo se entro com o pé direito ou esquerdo onde quer que seja! Eu e o António tomámos o pequeno-almoço juntos no dia do nosso casamento e ainda não vimos azar nisso! Pouco me importa se estão treze pessoas à mesa ou dezassete... E aquela coisa da sexta-feira treze [e eles a darem-lhe com o treze] é-me, mais uma vez, completamente indiferente. No entanto, a partir de hoje vou passar a ter muito cuidado com as sextas-feiras um! Mais uma noite como a de ontem e lançarei uma nova superstição.

31.10.13

e porque hoje é halloween lá para os lados das américas...

*Obrigada Ana Margarida Craveiro!

Crónicas de uma mal empregada #21


I know a spell, that would make you help, Write about love, it could be in any tense, But it must make sense. I know a trick, Forget that you are sick, Write about love, it could be in any form, Hand it to me in the morning. I hate my job, I'm working way too much, Every day I'm stuck in an office. At one o'clock, I take my lunch up on the roof. The city's right below, I'll WRITe ABOUT a man He's intellectual and he's hot but he understands The seconds move on (If you watch the clock) And the sky grows dark (If you're looking up) And the girls move from thrill to thrill On the tightrope walk (On the tightrope walk) I hate my job, I'm working way too much (Every day I'm stuck in an office) At one o'clock, I take my lunch up on the roof The city's right below, I'll WRITe ABOUT a man He's intellectual and he's hot but he understands I know the way (So you know the way) Get on your skinny knees and pray (Maybe not today) You've got to see the dream through the windows And the trees of your living room (Of your living room) You've got to see the dream through the windows And the trees of your living room...

Write about love, Belle And Sebastian


Não tenho nadinha que calçar #91 da Saucony Vs West NYC


West NYC x Saucony Shadow 5000 ‘Tequila Sunrise’
 


28.10.13

e os dias teimam em passar...

Se recebesse 11€ por cada pessoa que já disse que não se vai esquecer do meu nome por causa do papa… íamos todos jantar fora! Uma senhora no pingo doce perguntou se aos meus dois artigos podia juntar um pacote de lenços de papel dela que me daria o dinheiro depois. Fiquei muito confusa... Não percebi a lógica... mas pensei, mesmo que a velha fuja com os lenços, não fico tão mais pobre. Continuou dizendo, é um euro e cinco cêntimos. Eu paguei tudo, ela deu-me um euro e cinco cêntimos! E ainda ficou muito ofendida a olhar para mim dizendo, confirme lá se não é um euro e cinco cêntimos, vá! Eu sorri, disse-lhe que não era necessário. Ela foi-se embora e eu confirmei. Era um euro e cinco cêntimos. Dou meio chapéu da Regina a quem me encontrar hoje no diário as beiras! Ando-me a expor muito... E chegar a casa com a sensação de que são dez da noite não está com nada!

27.10.13

stepped in to my city

Lou Reed, dois de Março de mil novecentos e quarenta e dois, Brooklyn, New York
Lou Reed, cinco de Julho de dois mil e três, Jardim da Sereia, Coimbra
Lou Reed, vinte e sete de Outubro de dois mil e treze, Long Island, New York
 

Não tenho nadinha que calçar #90 do Jeremy Scott com cores vivas

adidas Instinct Hi ‘Neon Camo’ x Jeremy Scott





dos dias que continuam a passar...

Tenho uma coisa muito sui generis em comum com o Mário Augusto! Fiquei enamorada pelo Emilio Pérez de Rozas porque acho que nunca vi ninguém falar com tanta paixão e entusiasmo sobre fotografias. Também me vieram as lágrimas aos olhos, mas a sala estava às escuras e ninguém deu por ela. Dou um chapéu de chocolate da Regina a quem me descobrir numa foto do diário as beiras de sábado. Perguntam-me se eu acho que vai resultar em alguma coisa uma manifestação! Não sei... Sei que não consigo ficar de consciência tranquila, em casa, sabendo que sete, cinquenta e três, ou duas mil quatrocentas e onze pessoas saíram para lutar pelos meus direitos. É uma questão de consciência. Respeito as outras posições. Pouco me importa se respeitam a minha. E da próxima vez que me convidarem para uma gala de solidariedade para a Liga portuguesa contra o cancro, eu faço uma doação do valor do bilhete e fico em casa a trabalhar. E já agora, advogadas... não cantem! Valha-nos o empadão! E as panquecas pela manhã. E como hoje é dia 27 de Outubro de 2013, escrevo isto uma hora antes de escrever isto. Ò tempo, volta p'ra trás. Não é isso que estamos sempre a pedir?! De vez em quando lá acontece fazerem-nos a vontade. E agora, mãos aos lápis que as ilustrações não se fazem sozinhas!

25.10.13

la vergüenza del presente

Hoje fartei-me de chorar em frente ao Enrique Bayo. E juro que ele não me estava a dar seca. Pelo contrário. Foi bastante interessante ouvi-lo falar. Apenas estranho a partir do momento em que o olhar dele se fixou no meu.

24.10.13

dos dias que passam

Esta noite sonhei que tinha ido a um festival ver os pulp! Hoje andei de autocarro e ia uma menina vestida de panda [da cintura para cima]. Juro.

A curiosidade também mata pessoas


23.10.13

Salpicão

"Estas novas medidas apontadas por estes dois gestores para a empresa Portugal, do qual todos somos accionistas, apontam no sentido progressivo de uma resolução do problema laboral. No futuro, as pessoas terão de pagar para trabalhar. É esse o cenário extremamente proveitoso para o Estado. Se um funcionário público, em vez de receber, tiver de pagar um salário ao governo, de facto é muito melhor e toda a gente fica satisfeita."

"Se me fosse dada a possibilidade de orientar todo este negócio, poria os portugueses como accionistas. A votarem se querem realmente esta equipa de gestão. Porque esta equipa que está nos destinos da nossa empresa não tem dado os resultados que nós precisamos. É necessário demitir esta equipa e todas as outras que vivem no mesmo tipo de paradigmas económicos e governativos. Acho que o que os governantes precisam é de um salpicão pelo intestino grosso".


Estes são excertos de uma entrevista da Blitz ao Manuel João Vieira. 
A entrevista tem uns bons meses. Mas está actual há vários anos.

21.10.13