Swissted por Mike Joyce, estes e muitos mais.
28.1.14
27.1.14
25.1.14
24.1.14
23.1.14
Parecem bandos de pardais à solta, os merdas... os merdas...
A minha amiga Sofia partilhou comigo este texto e eu gostei imenso dele e sinto uma grande pena de não ter sido eu a escrevê-lo [maybe I'm not such a bad girl... Damn!]. O texto continua para um tema mais específico - com o qual, aliás, também me identifico e concordo - mas este excerto que fala dos merdas de uma maneira geral toca-me particularmente e por isso o partilho aqui com vocês os três! É que estou tão fartinha de merdas...
Os merdas
Todos já tivemos a infelicidade de nos cruzar com um merdas. Ou mais. Os merdas são os tipos dos falsos poderes. Estão em todo o lado, espalhados aleatoriamente pela sociedade. Ocupam papéis diferentes na vida, podendo apenas ter em comum o facto de serem uns merdas. Lamentavelmente um frustrado será sempre um frustrado, e um frustrado pode ser um merdas. É-o, na maior parte das vezes. Já se cruzaram com um segurança que passou um bocadinho das marcas? Um daqueles que vem ter convosco e diz bruscamente que não podem ter ali o carro? Que larga um "quem manda aqui sou eu" no meio da conversa? Um merdas. Já tiveram aquele empregado de mesa que se faz muito difícil e parece que não ouve chamar? Que atira com as coisas para cima da mesa? Que olha quando vocês chamam e diz "calma, que já vou! Deve estar com pressa...". Um merdas. O camionista que aproveita a enorme dimensão do seu veículo e vos espreme para a faixa do lado? Um merdas. O tipo das Finanças que vê a fila enorme para atender e começa a falar com o colega do lado? Um merdas. A telefonista que vê pessoas à espera e continua a falar com a mãe ou a amiga ao telefone? Um(a) merdas. O director que percebe que um dos elementos da equipa é melhor do que ele e o despacha? Um merdas. Os exemplos são inúmeros e exclusivos de área nenhuma. Os exemplos acima são apenas isso, exemplos. Conheço mais seguranças, empregados de mesa ou telefonistas de bem com a vida do que "merdas", mas lá que os vai havendo, nesse ou em outros lados, lá isso...22.1.14
21.1.14
stand for animals
I speak up for animals because they can't speak up for themselves. (Except parrots, obviously. And that snake in The Bible.)
Ricky Gervais 20.1.2014
20.1.14
like children my mind is filled with playtime
my baby said she wanted some action, i said baby, i can't give you that, i'm a simple man! my baby said she wanted adventure, i said baby, the outside world's not safe, we should sit down! my baby said she wanted some action, i said baby, i can't give you that, i'm a simple man! my baby said she wanted adventure, i said baby, the outside world's not safe, we should sit down!
Baby said, Hot Chip
1.1.14
tu tão longe para te abraçar
O ano começou cinzento.
Dezasseis horas separaram os nossos risos das nossas lágrimas.
Dezasseis horas separaram os nossos risos das nossas lágrimas.
[...]
Lembro-me que morrer não deve ter sentido.
Isto de viver e morrer são classificações como as das plantas.
[...]
Poemas Inconjuntos, Alberto Caeiro
29.11.13
21.11.13
Uns olhos que combinassem com o mar
Queria andar de bicicleta no verde. Queria correr na areia da praia. E também molhar os pés, mesmo estando frio. Queria andar dentro de um carrinho num supermercado. Queria andar muito de balancé. Também podia ter uma camisola do Mickey, mas não era importante. Queria ir a uma lavandaria pública lavar as camisolas. Queria dançar muito. Muito. Mesmo muito. Lá fora. No verde, também. Queria sentir-me mais leve. Queria ter o cabelo encaracolado, curtinho e uma franja. Uns lábios bonitos para estarem pintados e pintar as pálpebras de cores vivas. E pintar as unhas das mãos, também queria pintar as unhas das mãos. Queria ter uns dentes bonitos e estar sempre a sorrir.
Esta noite vou ver Silva.
Hoje é dia de festa e canta a minha alma pela minha ALMA!
Olhar para ela transporta-me para um momento em que só precisava de me
contorcer à janela para vos ver e receber um sorriso. Nesse momento e
sempre que olho para esta fotografia mais nada importa.
ALMA, Novembro 2013
Fotografia: ALMA, algures em 2005. E devia ser verão!
20.11.13
18.11.13
I'd rather be high*
Eu quero comprar coisas da Louis Vuitton!!!!!!
Jonas, eu dou cabo de ti!!!!!!!!!!!!!!
Jonas, eu dou cabo de ti!!!!!!!!!!!!!!
*David Bowie [The next day]
um gato branco à janela de um prédio [bastante alto]
Paro um pouco a enrolar o meu cigarro (chove)
e vejo um gato branco à janela de um prédio bastante alto…
Penso que a questão é esta: a gente - certa gente – sai para a rua,
cansa-se, morre todas as manhãs sem proveito nem glória
e há gatos brancos à janela de prédios bastante altos!
Contudo e já agora penso
que os gatos são os únicos burgueses
com quem ainda é possível pactuar -
vêem com tal desprêso esta sociedade capitalista!
Servem-se dela, mas do alto, desdenhando-a…
Não, a probabilidade do dinheiro ainda não estragou inteiramente o gato
mas de gato para cima – nem pensar nisso é bom!
Propalam não sei que náusea, retira-se-me o estômago só de olhar para eles!
São creaturas, é verdade, calcule-se,
gente sensível e às vezes boa
mas tão recomplicada, tão bielo cosida, tão ininteligível
que já conseguem chorar, com certa sinceridade,
lágrimas cem por cento hipócritas.
E o certo é que ainda têm rapazes de Arte, gente
que pôs a alegria a pedir esmola e nessa mesma noite foi comprar para o cinema
porque há que ir ao cinema, ele é por força, é por amor de Deus, ah, não! não!
isso não!, não se atravessem nesta bilheteira!!
Vamos estar tão bem! Vai tudo ser Tão Bonito!
Ah, e quem é que, vê o logro? A quem é que isto cheira a ranço?
Porque é que a freguesa de Panos Limitada não exige três quartas de cinema
e sim três quartas partes pretas de lã carneira?
Porque é que a pianista compra do Alves Redol
quando está a pensar nas pernas e no peito do louro galã yankee?
E porque raio despede o senhor Director três humílimos empregados
quando a verdade é que já lá vão três meses e ainda
não viu um que lhe enchesse
as medidas?
- Com certa espécie de solidariedade
lembro-me de ti, Mário de Sá-Carneiro,
Poeta-gato-branco à janela de muitos prédios altos…
Lembro-me de ti, ora pois, para saudar-te,
para dizer bravo e bravo, isso mesmo, tal qual!
Fizeste bem, viva Mário!, antes a morte que isto,
viva Mário a laçar um golpe de asa e a estatelar-se todo cá em baixo
(viva, principalmente, o que não chegaste a saber, mas isso é já outra história…)
E com uma solidariedade muito mais viva
lembro-me de ti, meu vizinho de baixo,
sapateiro-gato-branco mas no rés-do-chão, desta vez
É curioso que não te possas suicidar
só porque a tua janela está ao nível do mundo
e que cantes alegremente de manhã à noite
com uma casa de seis andares em encima de ti.
Também tu foste empurrado, também te disseram: Fora, gato!
Mas achaste isso quase natural (e não o é, deveras?)
E agora, guardando em ti todas as tuas grandes qualidades
vais vivendo um pouco à margem, um pouco no quinto andar…
Deito fora o cigarro que já me sabia a amargo
e decido-me a andar mas para quê ? Mas para onde ?
As lojas estão todas abertas mas nunca se viu coisa tão fechada
Ah! heróis do trabalho, que coisas raras fazeis!
Não sou um proletário – vê-se logo
- mas odeio cordialmente a gataria
e quanto a crocodilos, nem os do Jardim Zoológico me atraem
quanto mais estes! E aqui é que começa o embróglio…
O pouco amor que eu tive aos meus emblemas*
deixei-o todo numa casa de passe
quando me perguntaram: quer assim ? Ou assim ?
E agora, era fatal, falto ao escritório,
falto ao escritório, pontualmente, todas as manhãs.
Mas vejamos, ó minha alma, se podes, arrumemos
um pouco a casa escura que te deram.
(…)
Mário Cesariny de Vasconcelos, louvor e simpificação de álvaro de campos,
de acordo com a impressão original
* ler: “O pouco amor que eu tive à burguesia”
15.11.13
14.11.13
10.11.13
You're praying for a savior who's exceptional

Well candles burn you warm and safe
You lock your door, control your space
And curtains drawn, you think that you're impenetrable
But demons, they don't live outside
They burrow deep where they can hide
Inside us safe, you will still feel vulnerable...
however many takes it takes, vandaveer foto: Shervin Lainez
9.11.13
5.11.13
2.11.13
Eu não acredito em bruxas, mas...
Nunca fui supersticiosa. O número treze incomoda-me tanto como o doze, o onze, ou o setenta e sete. Nunca fiquei preocupada por partir espelhos - e já os parti! Varreram-me os pés e eu casei-me. É usual abrir chapéus de chuva no interior para os mostrar, experimentar, ou sacudir alguma coisa lá de dentro. Por muito que possam duvidar de mim, gosto de gatos de todas as cores, e acho os pretos bem bonitos! Também já passei por baixo de escadas sem qualquer problema e nunca reparo se entro com o pé direito ou esquerdo onde quer que seja! Eu e o António tomámos o pequeno-almoço juntos no dia do nosso casamento e ainda não vimos azar nisso! Pouco me importa se estão treze pessoas à mesa ou dezassete... E aquela coisa da sexta-feira treze [e eles a darem-lhe com o treze] é-me, mais uma vez, completamente indiferente. No entanto, a partir de hoje vou passar a ter muito cuidado com as sextas-feiras um! Mais uma noite como a de ontem e lançarei uma nova superstição.



























.jpg)