19.10.14

2014 (em regular [?] actualização)

52. Frank [2014]
51. Life of Pi [2012]
50. Paris à Tout Prix [2013]
49. Beginners  [2010]

9.10.14

Cara de enterro

Visto-me imensas vezes de escuro. Muitas de preto. Ainda que seja contra-indicado pelos meus animais de estimação, tenho inúmeras camisolas, pólos, camisetas, blusas, t-shirts (o que se lhe quiser chamar) pretas. Ainda ontem me vesti de preto. Mas hoje, que vesti uma camisa - preta - que não uso habitualmente, inúmeras pessoas me interpelaram. Porque estou muito escura. Se me morreu alguém. Que há muito tempo que não me viam de preto. Se é do estado de espírito. Que devia vestir-me com cores mais alegres. Quase todas estas pessoas me tinham visto mesmo ontem, com uma camisola preta. Será a minha camisa mais preta do que a minha camisola de ontem? Será por ser uma camisa preta pouco recorrente? Seria o reflexo da cara espelhado na camisa? Nunca saberei...

8.10.14

There's a Place in Hell for Me and My Friends*

[...] Para a maioria dos seres vivos a Terra é um inferno porque a raça humana é estúpida, cruel e gananciosa. A felicidade é, habitualmente, artificial.

Morrissey, Outubro 2014

 
*1991, Kill Uncle

18.9.14

Terminal 5[3]

dezoito de setembro de dois mil e nove com autorização para beber alcool!


4.9.14

27.8.14

Uma tarte.

Sentei-me num qualquer café da cidade com o amor à minha frente. Estava chuva e estava sol. Pelo menos nos nossos olhos. Andámos para a frente e para trás nas nossas vidas e de vez em quando parámos no presente. Nunca demasiado, ou nunca o suficiente. Senti saudades pelos dias que antes eram e nunca mais foram. Quando nos levantámos a empregada juntou num pano amarelo as nossas lágrimas. Levámos connosco a imaterialidade da nossa alegria. Esse amor chama-se Helen. Ou Ana, se quisermos complicar um pouco. Parabéns!

14.8.14

cancer x depression

subway, NY, september 2009

12.8.14

4.8.14

4 de Agosto


Obrigada Bruno e Daniel!

3.8.14

1969-2014

rip

1.8.14

30.5.14

ssenas do arco da vida


No dia 1 de Julho de 2013 a minha mãe deu-me esta carta que encontrou no escritório dela. Supostamente esta menina era aluna da melhor amiga da minha mãe [é a ideia que a Sãozinha tem] e tem o mesmo nome que ela [a minha mãe, não a melhor amiga]! Fiquei enternecida! Não só fiquei a saber que, com um ano, eu era pequenina, como também era linda e tinha umas bochechas igualmente lindas! E ainda levei com duas belas quadras que ficaram guardadas 31 anos e uns pós até as ler! Agora fiquei com bastante curiosidade de conhecer esta menina, que só assinou [o envelope, que era igualmente uma folha de caderno] Maria da Conceição. Ela terá, provavelmente, entre 36 e 39 anos. Se conhecerem alguém com este nome, da zona de Coimbra e que tenha tido uma professora primária chamada Maria Graziela [ou Gué], avisem-me!

22.5.14


“Pensar é entrar no labirinto, mais precisamente é fazer existir e aparecer um labirinto, quando se poderia ter ficado estendido entre as flores, a olhar o céu” 

Cornelius Castoriadis



3.5.14

2.5.14

Faltam vinte e oito dias

A Livraria Almedina já me desejou um feliz aniversário. A Dulce este ano não tem hipótese.

24.4.14

21.4.14

da crise (i)moral

Eu vivo muito acima das minhas capacidades intelectuais...

18.4.14

Deus me perdoe

O senhor desta notícia - do Correio da Manhã! - tinha 97 anos. Já tinha vivido uns bons anos, não é assim tão trágica morte*. Daí me permitir destacar alguns pormenores que são, no mínimo, curiosos! 

- A esposa falece, com 101 anos, é enterrada num dia e ele é mortalmente atropelado no dia seguinte!
- O homem chama-se... Adelino Bernardino!
- Onde é que ele morreu? Na Fanadia!...
- Qual era a profissão dele?! Técnico de explosivos!...
- Quem é que o atropelou mortalmente? Uma carrinha de botijas de gás!...
- Como? A fazer marcha-atrás...
- Onde é que é Fanadia?! Em Caldas da Rainha! Que bombeiros é que o assistiram?! Os de Óbidos! Para onde é que ele foi levado? Para Torres Vedras...
Agora vou-me penitenciar, que ainda por cima estamos na Páscoa... 
*Se fosse meu avô, provavelmente não iria achar piada nenhuma que alguém escrevesse/destacasse isto, mas... ele não era meu avô...

17.4.14

optimismo Vs curem-se


Eu admiro pessoas que encaram a vida com optimismo (de preferência com optimismo e o antigo acordo ortográfico). Eu própria, noutros tempos, cheguei a ser intitulada de livro de auto-ajuda humano – não porque tentasse propriamente ajudar, mas pela forma optimista e feliz com que levava a vida. As coisas mudaram. Algo de ‘importante’ na minha vida – a merda do emprego – tornou-se pior do que insuportável [importante ‘apenas’ na medida que é onde acabamos por passar a maior parte do nosso tempo... Infelizmente passo mais tempo no meu emprego do que a dormir... O que, felizmente, não significa que trabalhe muitas horas, mas, infelizmente, significa que durmo poucas...] O meu trabalho passou de paraíso a pesadelo. E isso é tão forte e influencia-me tanto que me leva a ter dificuldade em apreciar todas as outras coisas maravilhosas que tenho na vida e – numa perspectiva irracional-optimista – as coisas que não tenho de más! [aquela filosofia de agradecer por termos os dois bracinhos, por termos algo para comer, por não termos um cancro no pâncreas].
Eu quero acreditar que não é por causa desta fase mais pessimista que me irritam pessoas que – como ouvi num evento no passado sábado em Viseu – afirmam, em discursos emotivos – e o evento nem sequer era sobre optimismo, auto-ajuda ou nada do género – que “a morte do meu pai quando eu tinha 20 anos foi a melhor coisa que me podia ter acontecido na vida! Porque foi isso que me deu força para estudar, para viajar pelo mundo, para ser a pessoa bem sucedida que sou hoje!”, ou “a morte do meu grande amigo foi a melhor coisa que me aconteceu, porque ele tinha uma força enorme e ensinou-me a melhor forma de lidar com as coisas e deu-me uma grande lição de vida...” ou ainda “ter cancro foi a melhor coisa que me aconteceu, porque passamos a ver as coisas de uma perspectiva completamente diferente e damos novas prioridades às coisas na nossa vida e passamos a viver mais intensamente...”. Foda-se... (pardon my french). Eu prefiro ser a pessoa mais pessimista do mundo e ter o meu pai comigo, nunca ter perdido um amigo dos mais próximos e nunca ter tido cancro! Eu até acredito que este tipo de vivências nos ponham em situações inesperadas que nos transformam. Até aceito que nos possam fazer dar mais valor ao que temos, ao que queremos. Mas daí até considerar isso uma bênção...