15.6.09

A GANG É UMA LOJA DE RUA[deBaixo]

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Em Coimbra existe uma loja que grita cultura urbana, em vozes distintas das convencionais.
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11 comentários:

franksy! brider in command disse...

Gang of Four

Em Coimbra existe uma loja que grita cultura urbana, em vozes distintas das convencionais.

We are family!*

Não são um gang, não são uma banda, mas também não são apenas um espaço comercial. Começaram por ser quatro irmãos com um objectivo comum: ter uma loja que gritasse cultura urbana, em vozes distintas das convencionais. A Gang of Four, loja de roupa e acessórios lifestyle, quer ser o epicentro da diferença na estética de Coimbra.

No princípio, era apenas a paixão pela Carhartt, marca norte-americana com mais de 100 anos de vida, primeiramente direccionada para trabalhadores ferroviários. Em 2004, os quatro irmãos uniram forças e decidiram investir num espaço que vendesse não apenas a Carhartt, mas também outras marcas que se pautassem pela originalidade, irreverência e qualidade.

Francisca Moreira, irmã e sócia, explica como tudo começou: “O Pedro (irmão) é um aficionado da Carhartt. Como só havia uma loja em Coimbra que a vendia, e sendo uma loja multimarcas, tinha uma gama muito reduzida, teve a ideia de abrir um espaço onde pudesse ter acesso mais fácil à marca”.

Para conjugar com a Carhartt, Pedro Oliveira lembrou-se da Fred Perry, conceituada marca britânica que havia reentrado em força no mercado mais jovem com uma gama adaptada aos tempos modernos, mas sem perder o classicismo que lhe é associado.

“Fiz os contactos necessários e a Gang of Four tornou-se na primeira loja em Portugal a vender essa nova colecção da Fred Perry”, relembra Pedro.

Para completar o conceito estético da loja, juntou-se ainda a Stussy, outra marca norte-americana fundada nos anos 80, ligada também ao streetwear.

Já em 2005, tudo se conjugou – o espaço, o momento certo e a vontade crescente e mútua dos quatro irmãos – e a Gang of Four abriu as portas.

Hoje em dia, já não são quatro irmãos, mas continuam a ser uma família unida: “Na altura, dois dos quatro irmãos entraram porque seria conveniente entrar naquela altura, mas não estavam tão ligados ao projecto e, evolutivamente, acabaram por sair. Continuamos a ser todos uma família: temos uma cunhada, dois irmãos, uma afilhada, uma filha, um noivo. Somos um colectivo!”, conta Francisca.

Situada na Baixa de Coimbra, no Terreiro da Erva, a loja – que inclusivamente se poderia ter chamado ROST (sigla para Rezai o Santo Terço) – tem a música como religião. Ao entrar na Gang of Four, somos de imediato transportados para um mundo de pequenos-grandes achados, viagens no tempo e no espaço, numa espécie de regresso ao futuro da música. Rádios antigos, edições em vinyl coloridas, um relógio feito a partir de um disco ou um verdadeiro hall of fame de bandas nacionais e internacionais misturam-se com as peças de roupa.

A começar pelo nome - Gang of Four é uma banda pós-punk de Leeds, Inglaterra, com mais de 30 anos de existência -, também a decoração é quase exclusivamente dedicada à música. “Para além de sermos todos grandes amantes de música, as próprias marcas que vendemos também têm uma ligação forte ao meio musical”.

Desta forma, surgiu a ideia de coleccionarem autógrafos para a Gang of Four. Cerca de 40 dedicatórias de bandas e DJs nacionais e internacionais cobrem as paredes da loja conimbricense, em formato polaroid. Encontramos nomes como Young Gods, 2 many DJs, Ena Pá 2000, X-Wife, Tiefschwarz ou Erick Morillo.

franksy! brider in command disse...

A principal preocupação dos membros da Gang of Four é lutar pela originalidade, fugindo aos cânones convencionais das lojas de roupa.

“Não pretendemos ser mais uma. Tanto é assim que já tivemos algumas marcas que começaram a ser excessivamente comercializadas, como a Melissa, e desistimos delas, porque os nossos clientes gostam de marcar a diferença”, justifica Nelly Catalão.

Até na decoração, há esse cuidado: “Tentamos sempre fazer as coisas por nós, não queremos o balcãozinho pré-definido para o espaço comercial. Inventamos e inovamos com aquilo que temos. Regra geral, tudo o que está na loja é feito por nós, com berbequim, espias de aço, buchas de parafuso e autocolantes”, sublinha Francisca.

Sempre numa onda do it yourself, Francisca, Nelly e Pedro repartem tarefas por cada um: “O Pedro tem a visão avant-garde nas escolhas da colecção; a Francisca é a relações públicas (promoção e contactos são todos feitos na Internet - blog, newsletter e redes sociais) ou no passa-palavra. E eu fico à frente das vendas”, explica Nelly.

Esta mesma necessidade de inovar levou a Gang of Four a apoiar criadores portugueses, de forma a manter uma singularidade prioritária.

“Tivemos roupa da i14 (Coimbra) e HLV Roots (Porto) e, neste momento, temos malas da Rita Roque (Figueira da Foz) e da Dina Luís (Coimbra), assim como jóias artesanais e uma colecção privada de óculos vintage, com muitos muitos anos”, revela Francisca Moreira.

Mais recentemente, a Gang of Four conseguiu ser uma das duas primeiras lojas a vender as míticas sapatilhas portuguesas Sanjo. A marca originária de São João da Madeira, que conta já com mais de 50 anos, fazia parte do imaginário do colectivo, tendo este feito todos os esforços para a ter no estabelecimento comercial.

“Quando soubemos que ia ser reeditado o modelo K100, soubemos logo que tínhamos de o ter na loja”, conta Francisca.

O caminho não foi fácil, mas valeu todos os solavancos: “A Sanjo transportou-nos para outro patamar, dado que chamou a atenção dos media”, releva Nelly.

A procura chega, inclusivamente, a ser maior do que a oferta: ” A Gang of Four tem recebido pedidos de todo o país, sobretudo do Porto e de Lisboa, e até do estrangeiro”, justifica Francisca.

Para promover a marca, Pedro Oliveira teve a ideia de customização do modelo, colocando na mão de alguns artistas a personalização das Sanjo brancas. Convidados para tal foram a designer Joana Corker de Coimbra, a loja conimbricense Maniak’s Tattoo & Piercing e o grupo Visual Street Performers de Lisboa. Esses exemplares ficam expostos na loja, a partir deste mês, e fotografados para serem colocados em sites e enviados para companhias estrangeiras que não tenham uma marca portuguesa.

Para o futuro deste Gang, estão reservadas algumas surpresas. “Uma possível mudança de espaço, sem fugir à faceta underground e uma potencial chegada de novas marcas”, segundo Pedro, são duas hipóteses para o amanhã da Gang of Four.

Mudanças podem sempre surgir, mas a premissa da Gang of Four é sempre a mesma: marcar a diferença.

*Sister Sledge.

franksy! brider in command disse...

Marta Poiares na RuadeBaixo!!! :)

busycat disse...

E eu que ainda não fui lá. Ando a falhar! Eu sei!

beijo

bonifaceo disse...

Tinha mais ou menos prometido ir aí, só que acabei por me esquecer e fui à soho há dias. :S

Mayfly disse...

A loja é bem gira. Vale a pena ir lá!

RC disse...

Sempre procrastinando, espero ir aí quando for ver o Lekman :)

Bjs, parabéns... e para quando uma loja online? ;)

o outro gajo dos wham! disse...

Só podia ser a loja oficial dos Isabelle!

dj duck disse...

Eu estou em falta!Peço desculpa!
Beijinhos
dj duck

KINHA disse...

Olá!
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Beijo e obrigada

couve-flor. disse...

:)
love you*